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Robô sem humor

O "Robocop" dirigido por José Padilha ("Tropa de Elite"), carece de humor presente no original de 1987. E falta carisma ao ator Joel Kinnaman, que  interpreta Alex Murphy, longe da magnitude obtida por Peter Weller na obra  de Paul Verhoeven. Mas a história não foge muito de sua versão oitentista.  Estamos em 2028, e uma empresa, a Omnicorp, controlada por  Raymond  Sellars (Michael Keaton), deseja ver o policiamento das ruas nos Estados  Unidos feita por robôs, a exemplo do que já acontece no exterior, como  mostra uma cena em Teerã . Só que o senado americano barra seu projeto,  afinal máquinas não tem alma. Então a ideia é de se usar um ser humano  robotizado, um cyborg. E é aí que entra Alex Murphy. O policial perseguia  traficantes de armas e acaba sendo vítima de um atentado, ficando com o  corpo praticamente destroçado. Só sobreviverá se usar a armadura.  A princípio, meio que a contragosto, Murphy passa a trajar a armadura e  combater o crime na violenta Detroit, e passa a ser visto como herói pela população. E ao contrário do filme original, ele tem total conhecimento de  quem é, e se sente perdido sem a presença da mulher e do filho. Na outra  versão, o Robocop tinha apenas lapsos de memória.  Padilha manteve a violência contida no original, mas nesta versão a
afetividade predomina, principalmente  na questão familiar. É um bom  filme, e lembrem-sem de que Robocop, de 1987, é mais um filme cult do que  propriamente uma obra de arte.

Chico Izidro

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