
“ARÁBIA”, grande vencedor do Festival de Brasília de 2017, dirigido por Affonso Uchôa e João Dumans, é outra mostra de que uma premissa que pode parecer simples, não tem nada de pobre. O filme já circulou por mais 40 festivais internacionais e foi premiado em pelo menos dez deles. Na tela, surge "a vida comum de um trabalhador, com frustações, sofrimento e felicidade, revelando uma realidade obscura do desenvolvimento social e econômico no Brasil dos últimos dez anos".
A trajetória de vida de Cristiano (Aristides de Sousa) um operário de uma velha fábrica de alumínio, que sofre um acidente no trabalho e desperta a curiosidade de André (Murilo Caliari), um jovem morador do bairro vizinho. isso se dá quando o jovem lê o caderno de anotações, feito diário, do trabalhador. A partir da[i, uma vida que parece simples se mostra complexa e rica, instigante e real. O trabalho é narrado em primeira pessoa, ou seja, é o personagem Cristiano que conta a própria história, Isso aproxima, da realismo e promove a empatia necessária. Bingo. está feita a conexão.
Depois é deixar-se levar por uma sólida leveza de vida, em meio às nuances de uma sociedade em construção. Guarde os nomes do elenco: Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Glaucia Vandeveld, Renata Cabral, Renato Novaes, Wederson Neguinho, Adriano Araújo e Renan Rovida. E veja o que o cinema brasileiro pode fazer.
