"Substitutos" em DVD
O filme de ficção científica "Substitutos" chega em DVD. A história se passa no ano de 2054. Grande parte da população usa andróides substitutos para cumprir todos os seus afazeres cotidianos. Isso permite que seus donos jamais precisem sair de casa.
Desta forma, a criminalidade dimini muito, porque ao menor sinal de perigo, o dono pode simplesmente se desconectar de seu andróide que está na rua e, se for preciso, pedir outra máquina à empresa fornecedora.
Entretanto, em uma noite, dois andróides são assassinados e a arma usada contra eles, de alguma forma desconhecida, atinge seus donos, que estavam em outro local. Este caso passa a preocupar a polícia e as autoridades, porque essas mortes têm este importante diferencial. Em situações normais para quem usa os andróides no filme, como em guerras por exemplo, os soldados não precisam ir pessoalmente ao campo de batalha. Vão os seus "substitutos". Caso sejam abatidos, não há problema, basta que o militar se conecte a outra máquina e vá de novo ao front. Mas nos assassinatos em questão, foi usada uma arma misteriosa que destruiu não só os andróides, mas conseguiu atingir seus donos conectados. Neste clima de incerteza, dois policiais são designados para cuidar do caso: Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell).
A investigação leva os policiais a desconfiarem de um antigo sócio da empresa Virtual Self, que fabrica os andróides. Esse sócio afastado, vivido pelo ator James Cromwell, pode estar arrependido das criações que fez e tentar agora destruir os andróides.
Nesta busca, os detetives procurarão vestígios em experiências secretas do exército e em reservas só para humanos que não usam andróides, lugares que tem semelhança com nossos territórios indígenas, mostrando que os humanos que não se conectam às máquinas se tornaram uma minoria.
Este filme faz uma crítica à automação total, mostrando que parte da humanidade, ao buscar segurança, preferiu não sair mais de casa e mandar seu andróide para a rua. Desta forma, não correm riscos com acidentes de trânsito, assaltos ou qualquer outro ataque físico. O problema é que os humanos passam a ser sedentários e frios, descuidando da própria aparência, já que ninguém os verá mesmo, e sim aos seus andróides. Esse sistema permite ainda que pessoas busquem não só andróides iguais a si mesmos (mas geralmente com aparência mais jovem) como também com aparência diferente da sua, podendo ser mais bonitos ou até de sexo diferente. Por isso, se o sistema permite a segurança por um lado, desencadeia diversos outros problemas de outro, como a dificuldade de se saber com quem realmente se está falando.
É um bom filme de ficção científica, mas parece que a frieza dos andróides se insere na história. O longa-metragem se torna carente de emoções mais fortes e até de tensão, mantendo um nível linear de apresentação da trama. A mensagem que fica é que, mesmo com os problemas inerentes do ser humano, nada substitui o contato pessoal e o calor realmente humano.
