Suspense com estilo
Um dos estilos mais difícies de produção para alcançar um público exigente em cinema é o do terror e do suspense. Normalmente, efeitos especiais, monstros que vem e vão e tramas dolorosamente ruins povoam este universo, construindo algumas aberrações do gênero. Neste ano, em que se completam 50 anos do clássico do suspense, do mestre do gênero, "Psicose", de Alfred Hitckock, chega às telas, Caso 39", com elementos para aterrorizar no melhor estilo terror psicológico.
Quem sentiu um frio na barriga ao ver "O Iluminado", que marcou o imaginário dos cinéfilos adeptos ao gênero, pode encontrar em "Caso 39" uma nova investida sobre o universo infantil, que está no centro da trama. Na trama em que Renée Zellweger é uma assistente social, dedicada e afetuosa, a direção de Christian Alvart (o mesmod e "Pandorum") conduz o público a uma viagem ao suspense, ao inusitado e ao paradoxo que transita entre a doçura e o terror. René vive de forma convincente a profissional cujo trabalho é proteger ciranças de maltratos familiares. Seu envolvimento com o caso referido no título do filme se dá de forma progresiva e surpreendente.
É desta forma que o terror se instala, minuto a minuto, marcando o envolvimento afetivo e o sobrenatural que se unem para narrar a trama. Devem surgir outros filmes ainda mais surpreendentes mas, por enquanto, "Caso 39" marca o retorno de uma boa trama para o universo do terror, sem precisar apostar em sangue, efeitos e monstros babando na cara do espectador.
