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Tapa na cultura

Tapa na cultura

 Cercado de uma atmosfera que mescla imagens significativas com discursos já introjetados no imaginário de uma cidade interiorana, OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE é envolvente e ousado. Na trama, uma pequena cidade na geografia gaúcha que tem ascendência germânica serve de cenário para tratar de adolescência, buscas, horizontes possíveis e lembranças. . E foi com a audácia já conhecida que o diretor tomou o conteúdo do livro de Caneppele para refletir na tela sentimentos, pensamentos, medos e desejos de uma geração que trata de encontrar seu rumo entre o real e o imaginário no interior do Rio Grande do Sul. A amizade e as buscas de um menino sem nome que conhece a garota na virtualidade em que deixou imortalizada sua história em vídeos e fotos na Internet.

Guiado pela música de Bob Dylan, ele mergulha em suas lembranças e surge uma figura misteriosa para dar mais intensidade à trama. Estão presentes ali também sentimentos relacionados aos suicídios que ocorrem nos pequenos povoados. Caneppele é um “guri” que nasceu lá na região e resolveu escrever sobre questões de seu processo de vida, repetidas em outros jovens de sua idade e de seu contexto. Tal qual a realidade que se globaliza cada vez mais, o microuniverso transita entre o arcaico e o pós-moderno. Esmir Filho viaja em imagens e discursos que combinam o sonhos e a realidade, da incomunicabilidade até a hipercomunicação internética.... um filme para ver de olhos, mente e corações abertos...

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