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Terror arriscado

"Nós" bebeu muito na fonte de filmes como "Invasores de Corpos", "Violência Gratuita" e nas obras de M. Night Shyamalan, com a reviravolta no final.

Por
Chico Izidro

Na trama, família é assombrada por um trauma inexplicável e não resolvido de seu passado, agravado por uma série de coincidências

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Jordan Peele surpreendeu o mundo com o fantástico "Corra", que apresentava um terror mais psicológico. Agora em "Nós" (Us), o diretor mostra segurança e não se prende ao modelo usado em sua estreia, arriscando em um terror mais físico e com pitadas de gore. E de sobra ainda traz Lupita Nyong’o no papel principal.

A trama se inicia em 1986, mostrando uma garotinha Adelaide Wilson, usando uma camiseta de Michael Jackson à época do clássico Thriller se perdendo em um parque de diversões em uma cidade litorânea e passando por uma experiência assustadora. Aí a história dá um salto de 30 anos, e agora Adelaide é adulta, casada e mãe de dois filhos adolescentes.

E a família se dirige para o mesmo local onde ela sofreu o trauma quando criança. Mas agora é uma outra época, e ela está feliz. Até que, no começo da noite, estranhos surgem à porta da sua casa. São quatro pessoas, todas vestindo um macacão vermelho. Aos poucos, os Wilson se dão conta que aquelas pessoas são suas cópias exatas, mas são do mal e querem matá-los. E dê-lhe cenas fortes, com facadas, golpes de bastão de beisebol, no melhor estilo gore. A família de Adelaide fará de tudo para sobreviver àquelas horas de desespero.

"Nós" bebeu muito na fonte de "Invasores de Corpos", "Violência Gratuita" e as obras de M. Night Shyamalan, com a reviravolta no final. E aí é onde Peele tropeça, pois a pegadinha não faz sentido, quando ele tenta explicar os eventos ocorridos na vida de Adelaide. Este é o problema da obra, que assim ficou descaracterizada, perdendo força.