Cine CP

Tom tragicômico e mensagem ecológica

A animação “Até que a Sbórnia nos Separe”, que tem a direção de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr, é inspirada no espetáculo gaúcho “Tangos & Tragédias", que ficou 30 anos em cartaz. Mas o espectador não deve esperar uma transposição exata da peça teatral para o cinema, apesar de algumas canções do musical estarem presentes, como "Copérnico". O filme apresenta um enredo que mostra onde nasceram os músicos Kraunus (Hique Gomez) e Pletskaya (Nico Nicolaiewsky).  Na história, após um incidente, o muro que separa a terra da Sbórnia do resto do mundo desmorona e os moradores do país se vêem frente a um choque cultural. Além do tom tragicômico que era de se esperar, a história deixa ao final, quem diria, uma mensagem de sustentabilidade. Entre as boas surpresas, está a personagem Cocliquot, que serve de par romântico para um dos músicos e que é dublada por Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu. Desta forma, o longa resgata o trabalho teatral da dupla, mas oferece elementos a mais para tornar a história divertida, ainda que marcada por um tom melancólico (o que não poderia deixar de ser para uma história inspirada em  espetáculo chamado "Tangos & Tragédias"). A animação marca ainda o último trabalho de Nico Nicolaiewsky, falecido em fevereiro de 2014, que dublou seu personagem.

O filme foi premiado no Festival de Cinema de Gramado 2013 com os prêmios de Melhor Direção de Arte (para Eloar Guazelli e Pillar Prado) pelo júri oficial e Melhor Longa-metragem Brasileiro pelo júri popular. Mas só chega agora aos cinemas porque a equipe investiu para lançar no mercado cópias em 3D.?

Adriana Androvandi

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