Turista que passa
Uma das principais apostas de "O TURISTA", sem dúvida, paira sobre a beleza e a notoriedade de seus dois principais protagonistas. Angelina Jolie e Johnny Depp dominam a tela no remake do thriller de espionagem “Anthony Zimmer: A Caçada”. Na tela, Depp, vive um turista americano que, aparentemente, se encontra por acaso e flerta com uma estrangeira num final de semana europeu. Mas o que poderia terminar entre beijos e lençóis, se encaminha para uma morna rede de intriga e perigo.
Os personagens surgem na tela e não deixam claro seus propósitos. O jovem Frank (Deepp) está em viagem improvisada à Europa para curar um coração partido. Elise (Angelina Jolie) é uma mulher extraordinária, com os atributos mais do que sonhados pelos masculinos de plantão.
Um dos elementos de sedução do filme é o cenário: Paris e Veneza servem como pano de fundo, conspirando com um tal romance que se desenvolve rapidamente. Aos poucos sabemos que Frank é um professor de Matemática, mas na vida real, Johnny Depp largou a escola aos 15 anos de idade.
A personagem de Jolie espera seu antigo companheiro, procurado pela polícia que vigia a moça para agarrar o rapaz. As autoridades esperam que ele surja a qualquer momento para rever sua amada. E é quando Depp aparece. A pergunta "será que é ele?" ronda o espectador do começo ao fim do filme.
O filme não levou nada na recente premiação do Globo de Ouro. Lá concorreu, estranhamente, na categoria “Comédia/Musical”. De cômico tem pouca coisa, ou quase nada. Quem também ficou perplexa com a indicação foi a própria Angelina Jolie. O diretor, Florian Henckel von Donnersmarck, ganhou fama pelo ótimo “A Vida dos Outros”. Agora, em “O Turista”, escrito por Florian Henckel von Donnersmarck, Christopher McQuarrie e Julian Fellowes, o diretor toma novo rumo e não consegue o resultado de seu trabalho anterior. O filme se torna diversão e prazer ao ver os belos personagens, cujo talento deixamos para comprovar em outras produções.
