
Baseado em uma história real, mas filmado de uma forma estética e experimental completamente fora dos padrões, "Rei" (Rey), direção de Niles Atallah, é uma verdadeira viagem sensorial.
E não é de fácil assimilação para pessoas que curtem filmes convencionais. A trama fala sobre um aventureiro francês, Antoine de Tounens (Rodrigo Lisboa), que viajou ao Chile nos anos 1860.
O seu objetivo era o de fundar uma monarquia em uma região indígena região inóspita no sul do país - sua ideia era de usar os próprios nativos como súditos e como exército, pois eles estavam descontentes com o governo chileno, que os perseguia e os exterminava. Assim, Tounens sonhou em criar o Reino da Araucania e da Patagônia, declarando-se rei do local.
Ele tinha como aliado o líder indígena da região, Mañil, que por infelicidade morreu antes de o francês iniciar a sua empreitada. Atallah dividiu a obra em cinco partes.
Em uma delas ocorre o julgamento de Tounens pelo governo chileno, que não gostou nenhum pouco das atividades do francês - e a parte se caracteriza pelos atores utilizarem máscaras no formato dos próprios rostos dos personagens. Ficou interessante. Além disso, "Rei" se caracteriza por ter diálogos falados em espanhol e mapudungun, língua indígena local.
