
Este é um trecho do livro “Marilyn Monroe”, de autoria de Anne Plantagenet, que faz parte da série de publicações da editora L&PM Pocket. Retirei ele da minha estante hoje para dedicar este post a uma das mulheres mais lindas, ousadas e polêmicas que já pisou nesse mundo.
A atriz não chamou a atenção apenas por incitar a sexualidade em um período puritano, de opressão aos desejos da mulher, como eram os anos 40 e 50. Tampouco pelo suposto envolvimento amoroso com o presidente dos Estados Unidos. Mas por representar um símbolo na mudança do comportamento feminino, cheio de contradições, inseguranças, ânsias, sonhos, falhas e ainda assim, simples e verdadeiro.
Nasceu Norma Jeane e adotou o nome Marilyn Monroe para a vida artística. À primeira vista, ela era um corpo. Um belo corpo. Não do tipo magrelo como a gente luta insistentemente para manter, fechando a boca para as delícias que a culinária oferece e passando horas na academia. Ela representava a mulher com curvas bem desenhadas e até uma eventual gordurinha na barriga de vez em quando, por que não?Era também dona de um sorriso maravilhoso, envolto por lábios carnudos – quando não pintados de batom vermelho. Quando Marilyn sorria esbanjava malícia e feminilidade. No set de filmagem, era sedutora e provocante. Na intimidade, era insegura, delicada, hipersensível, ansiosa por felicidade, mas também exigente demais e sonhadora a ponto de desconhecer os limites entre as personagens que interpretava e a vida real.
A infância foi um período difícil. Quando criança, Marilyn passou anos em orfanatos e em casas de famílias, sob cuidados de estranhos. Quando adolescente queria ser uma estrela. E conseguiu, depois de posar para calendários e tornar-se a primeira capa da revista Playboy, em 1953. O que foi um (grande) passo para que se tornasse uma atriz de Hollywood. Quando mulher queria um amor e queria ser mãe. Mas as tentativas foram insuficientes.

Após três casamentos no histórico, ela ainda caiu de amores pelo presidente norte-americano John Kennedy. Para ele, era apenas um affair. Para ela, a possibilidade de que ele fosse o the one. Ela insistiu, desesperada, só faltava se oferecer em uma bandeja. Ele fugiu. Até que, em maio de 1962, o mundo inteiro desconfiou do caso quando Marilyn resolveu cantar a sua paixão de forma lasciva em um “Happy Birthday, Mr. Presidente”.
Depois de atuar em mais de trinta filmes, de casamentos infelizes, divórcios sucessivos, abortos e tentativas de suicídio, a estrela estava devastada. Morreu muito jovem, tinha apenas 36 anos. Estava sozinha em um quarto de hotel. A hipótese de que tenha sido assassinada por sua ligação com o poder sempre rondou sua morte. Oficialmente, ela se suicidou. Hoje, dia 1º de junho, faria 86 anos se estivesse viva. No próximo dia 5 agosto completa 50 anos que ela morreu, o que lhe rende homenagens no mundo inteiro.
Apesar da carreira cinematográfica relativamente extensa, ela será lembrada, para sempre, como a bela loira de lábios provocantes, uma mulher ousada, de comportamento extremo, corajosa, sonhadora, não necessariamente feliz, mas que buscou e lutou, de alguma forma, pela felicidade. Uma mulher de verdade.

Happy birthday, Marilyn. Happy birthday, Norma Jeane.