Correio Feminino

Pelo direito delas!

 Foto: Luine Santini / Divulgação / CP Foto: Luine Santini / Divulgação / CP


  • Por Lou Cardoso


Porto Alegre terá mais um ponto especial para o público feminino. Se trata do escritório Gabriela Souza Advocacia Para Mulheres, criado pela própria advogada Gabriela Souza com objetivo de atender exclusivamente mulheres em qualquer área jurídica. O projeto é um sonho antigo quando a advogada atendeu uma cliente que sofreu assédio sexual no trabalho e refletiu da necessidade de um espaço onde a mulher possa se sentir protegida. "Eu quero dar uma assessoria ampla em todos os direitos e em todas as áreas", disse. "Eu quero ter um espaço confortável para o atendimento. Conversei com muitas mulheres e elas me disseram que se sentiam intimidadas quando procuravam advogados pois os próprios desencorajavam elas a denunciar um assédio no trabalho, dizendo que não tinha provas. Então o que pensei foi ter um espaço acolhedor para que a mulher possa falar sobre o que pensa sem ser julgada e seja bem acolhida", acrescentou.

Através de um amparo integral e com parcerias em todo o Brasil, o projeto também servirá para divulgar os direitos da mulher e assegurar um atendimento jurídico nos âmbitos profissional, pessoal, de gênero e da saúde. "A gente não se dá conta conta que as mulheres têm que ter todos os direitos protegidos. Mulheres estão no trabalho, mulheres são empregadoras e são empregadas", explicou. Gabriela também vê no escritório uma forma de também poder dar voz e encorajar mulheres de diversas formas. "Então o projeto é também um jeito de ver o empoderamento da mulher advogada. Porque em todas as grandes bancadas de advogados elas são predominantemente masculinas", comentou.

O escritório Gabriela Souza Advocacia Para Mulheres fica localizado no bairro Centro Histórico (rua Demétrio Ribeiro, 990, sala 406) e contará com advogadas especializadas em diversas áreas do direito.

No Facebook, a Gabriela criou a campanha O Que Eu Faço Agora? para poder atender mulheres que estejam com dúvidas sobre questões de assédio, equiparação salarial e entre outros assuntos, e responder as perguntas para dar uma primeira orientação para as mulheres irem atrás dos seus direitos. "Eu quero que as mulheres tirem as suas dúvidas no direito. Eu acho que a informação jurídica também é um instrumento de empoderamento da mulher, pois ela sabendo dos seus direitos, ela consegue questionar e ter uma melhor defesa", concluiu.