Correio Feminino

#VamosJuntas?

11813503_674169246050351_8231211378980404472_n

 

A cada dia a violência está mais presente nas nossas vidas e para as mulheres, a insegurança é ainda maior para andar nas ruas durante a noite. Preocupada com isso, a jornalista Babi Souza criou uma comunidade no Facebook para lançar a iniciativa "Vamos juntas?". A ideia é unir as meninas que andam sozinhas pela cidade para, lado a lado, enfrentarem aquele medo corriqueiro de caminhar por aí, principalmente nos horários noturnos.

Babi conta que já pensava em criar a página há tempos, pois ficava preocupada no trajeto de ir para casa, em que precisa pegar dois ônibus, sendo que o caminho entre um ponto e outro é perigoso para fazer desacompanhada. Durante a época do horário de verão, a jornalista diz que é mais fácil de encarar o caminho da praça Dom Feliciano e o viaduto da Santa Casa, mas, no decorrer do ano, o trajeto é mais tenso. Desta forma, pensou que, "se ela mesma passa por esta situação, outras meninas também sentem o mesmo medo". E plim!

Com a ajuda da amiga Vika Schmitz, responsável pela arte da página, ela deu vida ao projeto. E logo de cara o apoio foi maciço: quase 3 mil likes nas primeiras horas. Ela garantiu estar surpresa com tamanha repercussão em apenas um dia de funcionamento.

Agora a intenção é dar continuidade ao trabalho ampliando o espaço. A ideia é que as meninas consigam dialogar entre si, sugerindo formas de abordagens e repassando o projeto para que esta insegurança entre as mulheres possa acabar.

Milhares de vítimas de ameaça

O Rio Grande do Sul não chega a estar entre os líderes nas estatísticas de violência contra a mulher, mas o problema é sério também aqui. Em dados do primeiro semestre de 2015, a Secretaria de Segurança Pública apurou 22,5 mil casos de ameaça contra mulheres e 12,7 mil de lesão corporal.

Conforme a SSP, a maior parte dos ataques ocorre dentro da própria casa, mas mais 20% são nas ruas ou em outros ambientes. Nos seis primeiros meses de 2015, houve o recuo do número de estupros em 54,4%: de 601 para 274 casos. Os assassinatos se mantiveram em 40 registros no comparativo com 2014.

 

por Louisiane Cardoso