Michael Weikath: "Queremos satisfazer todos os nossos fãs ao tocar músicas antigas, novas e clássicos"
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Michael Weikath: "Queremos satisfazer todos os nossos fãs ao tocar músicas antigas, novas e clássicos"

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Weikath, sentado ao centro e mais à frente na imagem, Foto: Franz Schepers / Divulgação / CP


Os mestres do power metal alemão Helloween fazem show em Porto Alegre na terça-feira, exatamente a data em que se comemora o Halloween. O espetáculo será no Pepsi on Stage, a partir das 21h, e faz parte da turnê "Pumpkin United Tour". O show de aproximadamente três horas une o passado com o presente, com dois integrantes da formação original se reunindo com os atuais músicos do grupo, formado em 1984, e que influenciou bandas como Angra, Hammerfall, Edguy e Sonata Arctica. O Helloween lançou discos seminais do estilo, como os clássicos "Keeper of the Seven Keys Part 1" (1987) e "Keeper of the Seven Keys Part 2" (1988), "Walls of Jericho" (1985), "The Time of the Oath" (1996), "Rabbit Don"t Come Easy" (2003), "Keeper of the Seven Keys - The Legacy" (2005), "Gambling with the Devil" (2007) e "Unarmed" (2009). Assim estão de volta Michael Kiske (vocalista) e Kai Hansen (guitarra), que saíram da banda no final dos anos 1980. Eles se juntam a Andi Deris (vocalista), Michael Weikath (guitarrista), Sascha Gerstner (guitarrista), Markus Grosskopf (baixista) e Daniel Löble (baterista). O guitarrista Michael Weikath, um dos fundadores da banda surgida em Hamburgo concedeu entrevista ao Correio do Povo.

Correio do Povo: O que possibilitou esta turnê?
Michael Weikath: Basicamente, Michael Kiske e eu voltamos a nos falar e percebemos que não havia mais sentimentos antagônicos. Kai Hansen também vinha falando sobre uma reunião há algum tempo. E então a ideia ficou mais forte, entramos em acordo e nossos empresários resolveram tudo.

CP: Quando surgiu a ideia de reunir a banda atual com os antigos integrantes Michael Kiske e Kai Hansen?
Michael Weikath: Talvez em 2013. Como eu disse antes, Kai Hansen vinha falando sobre isso por algum tempo e depois Michael Kiske e eu nos encontramos e nos falamos também. A ideia tornou-se mais clara então.

CP: O show tem três horas de duração. É isto? O repertório privilegia quais discos?
Michael Weikath: Sim, será um longo show. Queremos satisfazer todos os nossos fãs ao tocar músicas antigas, novas, clássicos, enfim, o repertório favorito de nossos fãs. Nós não vamos privilegiar nenhum de nossos álbuns, só tentamos fazer uma boa ligação entre todos eles.

CP: O Helloween já tem mais de três décadas de história. Quando se trata do Power Metal, o primeiro nome que vem às mentes de qualquer fã é "Helloween", você marcou forte nos corações de milhões e milhões de fãs por toda parte no mundo, como você se sente sobre esse enorme sucesso?
Michael Weikath: Claro, estou muito orgulhoso disso e agradeço muito a todos os fãs que ainda apoiam a banda, especialmente na América do Sul. É um grande público, são fãs maravilhosos.

CP: Quando você olha para o passado, lá em 1984, quando começou, quais são os seus pensamentos sobre o futuro da banda? E como você vê a banda neste momento, já que muitas coisas mudaram ao longo dos anos e a maneira como as pessoas olham para a banda?
Michael Weikath: Eu não acho que alguém poderia ter previsto o que aconteceria, mas nós trabalhamos duro para obter o sucesso. Queríamos nos diferenciar de outras bandas, fazer melodias que as pessoas reconhecessem. Tentamos fazer apresentações impressionantes, com músicas bem feitas. Quero muito continuar a escrever e executar boas músicas.

CP: Na segunda parte da década de 1980, tivemos o prazer de conhecer e curtir "Keeper Of The Seven Keys": Part I & Part II. E mais recentemente "Keeper Of The Seven Keys: The Legacy”. Podemos esperar uma quarta parte?
Michael Weikath: Não tenho tanta certeza sobre isso, não estamos escrevendo faixas mais longas nos dias de hoje. É muito trabalho. Mas não podemos prever como será o futuro.

CP: Vocês têm sido uma enorme influência para muitas bandas novas, como você se sente sobre isso?
Michael Weikath: Se você diz isso! Mas, sim! Estamos muito orgulhosos de influenciar novas gerações. Porém, no final, você nunca saberá de onde surgem essas influências. Vamos pegar o órgão/teclado como um exemplo: olhe como Deep Purple e Uriah Heep os utilizam. Não é realmente metal pesado, mas de onde vem? Elvis, Perry Como, Roy Orbinson (um dos melhores compositores de todos os tempos), The Beatles. Todos influenciaram alguém, e acho que é sobre o que você gosta e você escolhe as partes de outras bandas que realmente se encaixam em sua música. Isso provavelmente é o que aconteceu com outras bandas que se influenciaram com algumas ideias do Helloween.

CP: A Alemanha é um país que trouxe bandas inovadoras em diferentes gêneros, seja Helloween, Scorpions ou Rammstein. Você se sente orgulhoso de que os alemães tenham feito coisas incríveis para a música?
Michael Weikath: Certamente. Mas não se trata de ser alemão. Todos os países - mesmo na época medieval - tinham seus artistas famosos que inovaram.

CP: Como o processo de composição funciona para o Helloween? É um esforço de grupo? Todos vocês se sentam juntos e falam sobre isso e aquilo? Ou apenas um ou dois integrantes da banda tomam a decisão de como as músicas deveriam ser?
Michael Weikath: No que se refere à composição, todo mundo participa, fazendo suas partes, aí organizamos uma pré-seleção e vamos montando as músicas.

por Chico Izidro