Consumo e romance

Presentear e celebrar também pedem planejamento

As datas mais importantes do calendário comercial são sempre muito relacionadas à família e às parcerias. O Natal, já se sabe, é a primeira em compras, mas o Dia dos Namorados mostra força, de acordo com informação da Federação das Câmaras de Comércio do RS. Embora o Dia das Mães seja o “Natal” do primeiro semestre, o 12 de Junho é considerado relevante em razão da duplicação de vendas, já que cada integrante do casal compra uma lembrança. A média de gastos com o presente calculada para este ano é de R$ 420, ou seja, R$ 210 estimados para cada um dos parceiros. E o total projetado em vendas para o Rio Grande do Sul na data é de R$ 800 milhões.

O fato é que um grande mercado se movimenta no Dia dos Namorados em razão do quadro de romantismo, diferente do cenário que une famílias no Natal ou no Dia das Mães em casa ao redor da mesa. Restaurantes especialmente preparados para receber casais, viagens a cidades próximas e ocupação de hotéis entram neste contexto, sobretudo neste ano, já que as comemorações ocorrem em uma sexta-feira. Entretanto, se alguns já imaginam que com o friozinho no ar a turma vai correr para algum restaurante ou cantinho aconchegante na Serra sem se preocupar com gastos, há controvérsias. A pesquisa da Serasa, por exemplo, traz algumas curiosidades.

O levantamento mostrou “busca por equilibrar demonstrações de afeto e planejamento sem abrir mão do controle dos gastos”. O estudo em parceria com o Instituto Opinion Box revela que a intenção de compra vem acompanhada de cautela: 44% dos entrevistados dizem ter se organizado financeiramente para a data enquanto 48% afirmam economizar dinheiro para poder presentear em ocasiões especiais. Os indicadores da pesquisa sobre guardar dinheiro para a comemoração representam quase metade dos respondentes.

Portanto, senhoras e senhores, a turma não está exatamente entrando no carro e saindo estrada afora para acabar com o limite do cartão. E tem mais um dado que mostra que a pauta aqui é um dia de encontros românticos, mas que boa parte dos casais opta por presentes “simbólicos” (17%), chocolates (16%), refeições comemorativas (16%) e flores (15%). Esses índices, somados, resultam em 64 pontos percentuais no total da pesquisa.

NA PRÁTICA

  • “Ao invés de abrir mão da celebração, muitos consumidores têm optado por se preparar financeiramente para conciliar suas demonstrações de afeto com a vida financeira”, reitera Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
  • Antes que alguém faça acusações de falta de sensibilidade e muita preocupação com gastos, manter o pezinho no chão também é demonstração de afeto. O comportamento sugere que mesmo diante de um cenário de mais atenção ao orçamento as datas comemorativas têm seu lugar.
  • Lembra que 48% dos entrevistados, ou quase metade, economizaram para curtir o dia de hoje? Sim, o planejamento, mesmo com intenção de compra de mimos mais simples, mostra o cuidado com o outro. Dito isso, um grande Dia dos Namorados a todos.