Fonte renovável como saída

Energia limpa ganha destaque em tempos de preços altos e escassez de diesel no mundo

Guerra no Oriente Médio muda mercado de petróleo
Guerra no Oriente Médio muda mercado de petróleo Foto : Stéferson Faria / Agência Petrobras

Faz seis meses que o mundo passou a conviver com o sobe e desce dos preços dos combustíveis. Entre final de fevereiro e início de março, desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, conversas sobre acordos de paz não se consolidaram e dificuldades com o abastecimento se espalham. No Brasil, na última quinta o reajuste de mais de 11% do querosene de aviação representou um preço 74% mais alto se comparado com março, mais de R$ 6 por litro. O produto abastece aviões e helicópteros e representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, conforme estima a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Sem falar no diesel. O noticiário destacou que a União Europeia trabalha por posição conjunta depois que o governo americano procurou alguns países solicitando que liberassem estoques para conter os preços dos combustíveis. O pedido fez com que o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, organizasse reuniões com autoridades do Reino Unido, da França, Itália, Irlanda e Alemanha.

Não há como não pensar em transportes e produtos alternativos neste momento. Não se trata de decretar o “fim” do combustível fóssil, mas quando o diesel não der conta é preciso ter opções. Veículos elétricos como trens e ônibus já se tornaram realidade no transporte coletivo. Conflitos e crises mostram que é cada vez mais perceptível que o mundo moderno pede mudança, e a energia de fontes limpas e renováveis precisa estar em todos os tipos de abastecimento, dos carros às residências. No Rio Grande do Sul há ações importantes neste sentido. O Programa RS+5, de iniciativa do Sindienergia-RS, busca a ampliação da geração no Estado e as fontes limpas são parte do conjunto. “O setor de renováveis do Rio Grande do Sul está cada vez mais no mapa das discussões e das soluções para diversificação da matriz energética e descarbonização”, reiterou Daniela Cardeal ao ser reeleita nesta semana para o comando da instituição. Entidades ligadas ao segmento podem fazer a diferença, já que as discussões correm o mundo e a troca de informações fortalece ideias e projetos.

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