Tesouro Reserva: entenda a nova opção para investir

Nova aplicação do Tesouro permite investir a partir de R$ 1 e aparece como alternativa para reserva de emergência

Especialista recomenda comparar rendimento, liquidez e segurança antes de escolher onde manter a reserva financeira
Especialista recomenda comparar rendimento, liquidez e segurança antes de escolher onde manter a reserva financeira Foto : freepik / Divulgação / CP

Em meio a tanta agitação do mercado financeiro por causa da guerra no Oriente Médio e das cotações de petróleo lá em cima desencadeando medidas para segurar o preço da gasolina e do diesel, a gente até esquece que economia também é feita de coisas mais prazerosas e não menos importantes como conhecer novas maneiras de aplicar um dinheirinho.

Nessa semana mesmo foi lançado o Tesouro Reserva. A vantagem é que essa aplicação é garantida pelo governo federal em caso de, por exemplo, liquidação do banco, como aconteceu recentemente no Master.

A título de comparação: na poupança, se um banco for liquidado o poupador vai receber de volta até R$ 250 mil, porque esse é o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, se o valor depositado e guardado por anos a fio era maior, perdeu. Já no Tesouro esse ressarcimento não está ligado ao FGC por ser um fundo soberano, um título do governo, e a devolução do dinheiro, seja R$ 1 milhão, R$ 5 milhões, tem que ser total.

Tudo bem, a coisa não está tão fácil assim que permita a todo mundo ter milhões numa aplicação, mas vamos imaginar isso aqui: R$ 300 mil guardados uma vida toda para comprar um apartamento simples, se depender do FGC numa eventual liquidação de um banco, R$ 50 mil vão ficar para trás.

Mas é bem verdade também que na maioria dos casos o valor economizado ou aplicado pelos brasileiros, em média, não soma R$ 10 mil, segundo bancos e associações financeiras. Portanto ir em busca de títulos do Tesouro, um CDB, uma caderneta, tudo é possível. Resta lembrar que a poupança não cobra imposto pela aplicação, mas também tem remuneração baixinha, de cerca de 7% ao ano, nem três pontos a mais que a inflação, hoje em 4,39% no acumulado de 12 meses.

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Professor da Escola de Negócios da Fadergs, Cláudio Soares dos Santos reforça que apostar em mais de um tipo de aplicação pode ser positivo, e havendo novas opções no mercado, vale pensar no assunto. “O Tesouro Reserva mostra um potencial interessante para investidores com perfil conservador, por ser uma aplicação de renda fixa, ter rentabilidade atrelada à Selic em cenário de taxa de juro ainda alta e, principalmente, dispor de liquidez, com o dono da conta tendo possibilidade de saque a qualquer momento”, detalha.

Na prática

  • Aplicações de renda fixa, como é o caso de Tesouro, poupança e CDB, têm remuneração já estabelecida e sabe-se quanto vai render. É diferente de aplicar em Bolsa, com preços de ações subindo e descendo, ou seja, renda variável. Sobre o Tesouro Reserva, o professor lembra que “vale a pena para representar reserva de emergência”. Sim, o resgate pode ser feito até no fim de semana se preciso.
  • Cláudio Soares também observa que o Tesouro Reserva seguiria rendendo mais que a poupança mesmo após cobrança de Imposto de Renda, o que na caderneta é isento. Ele assinala outro detalhe. O CDB, por exemplo, rende mais que o Tesouro Reserva. Entretanto, dependendo do banco é preciso ter ao menos R$ 500 ou R$ 1 mil para aplicar. Já no Tesouro Reserva o mínimo é R$ 1. Prós e contras, o negócio é pesquisar e adotar de vez o hábito de investir.