O conflito entre as forças legalistas fiéis ao governo federal do presidente Artur Bernardes e os revoltosos tenentistas (oficiais rebeldes de baixa e média patente do exército) seguia na capital paulista e regiões do interior. Iniciado no dia 5 de julho daquele ano, a revolta encaminhava-se para o fim e entrava em sua última semana. O Correio mais uma vez noticiava em primeira página os eventos e reproduzia informações veiculadas por jornais de São Paulo e Rio, como a Gazeta de Notícias:
“Notícias vindas de Taubaté, do dia 17, narram o seguinte:
‘Às 2 horas da tarde de ontem chegou a essa cidade a feliz nova de que as forças legalistas penetraram triunfantes na capital, tomando uma grande parte da cidade, tendo entrado pelo lado do Jardim da Aclamação e apossando-se das estações do Braz e do Norte e do quartel do 5º batalhão de polícia. O avanço continua. Os revoltosos estão cercados por todos os lados e serão obrigados a renderem-se dentro de pouco tempo.’”
A censura à imprensa
“O dr. Eurybiades Dutra Villa, chefe de polícia do Estado, resolveu submeter também à censura os jornais alemães que se publicam nesta capital: ‘Der Freie Arbeiter’, ‘Neu-Deutch Zeitung’ e ‘Deutch Volksblatt’ [...]. Idêntica medida foi tomada com referência a ‘O Pharol’, jornal que aqui se publica e que defende os interesses da colônia alemã.”
Cultura (ou a falta dela)
“[...] A França, que mantém brilhantemente o seu prestígio intelectual no mundo inteiro, exportou nos primeiros meses deste ano 528 toneladas de livros, que representam um valor de mais de sete milhões de francos. Essa formidável carga, segundo uma publicação que temos presente, assim se distribuiu: União Econômica Belgo-Luxemburguesa, 169 toneladas; Canadá, 33 toneladas; Suíça, 26 toneladas; Grã-Bretanha, 18 toneladas, etc. O Brasil não figura na estatística. Nossa cifra confunde-se com as demais na designação vaga de ‘outros países’. E a realidade, a desconsoladora realidade, é que lemos muito pouco, tanto em francês, com em português, ou em qualquer outra língua.”
Um lunch
O dr. Florêncio Ygartua prestou, ontem, em sua residência, uma homenagem à missão do Onward [clube de futebol uruguaio], oferecendo-lhe um lunch. Foi uma festa que correu animada e que deixou em todos a melhor das impressões. O dr. Ygartua [...] salientou o prazer que tinha em receber em sua residência os seus compatriotas [...].”
O dia 23 de julho na história
- 636 Os árabes tomam dos bizantinos o controle da Palestina.
- 1798 Napoleão Bonaparte conquista Alexandria, no Egito.
- 1813 Malta se torna formalmente uma colônia britânica.
- 1900 Primeiro Congresso Pan-africano em Londres.
- 1903 O primeiro carro da Ford é vendido nos EUA.
- 1906 Violentas perseguições (pogrom) contra judeus em Odessa, Império Russo.
- 1920 África Oriental Britânica é renomeada Quênia e se torna colônia da coroa.
- 1921 Fundação do Partido Comunista Chinês em Xangai apoiado pela Internacional Comunista.
- 1929 O uso de palavras estrangeiras é banido pelo governo fascista da Itália.
- 1944 Assinados os acordos da conferência de Bretton Woods. Criação do Fundo Monetário Internacional (FMI).
- 1952 Oficiais liderados pelo general Naguib dá golpe e a monarquia é derrubada no Egito.
- 1965 O single “Help”, dos Beatles, é lançado na Grã-Bretanha.
- 1967 Distúrbios de Detroit: 43 morrem e 2 mil pessoas ficam feridas em revoltas raciais.
- 1974 Fim da ditadura militar grega que durava desde 1967.
