“Desde alguns dias que nos vínhamos ocupando da próxima chegada a esta capital dos aviadores da Empresa Aérea Transportes Latecoère na alta e civilizadora missão de inaugurar os serviços da mesma entre a Europa e a América do Sul. [...] em toda a cidade se via uma grande ansiedade para assistir à chegada dos esbeltos Breguet que [...] deviam fazer a travessia Rio-Buenos Aires. Todos se interessaram por este grande acontecimento aeronáutico e não foi com pequeno pesar que todos, anteontem ao escurecer, receberam a notícia de que os aviadores franceses [...] tinham sido obrigados, por motivos imprevistos, a aterrar ao sul de Torres. Mas isso não lhes abateu o ânimo. Continuando as suas etapas de triunfo em triunfo, chegaram a esta capital às primeiras horas da manhã, sendo os garbosos mensageiros alvos de afetuosos cumprimentos das autoridades, da imprensa de todas as localidades por onde escalaram. Aqui um pequeno acidente obrigou-os a deixar um avião. Os outros, depois de abastecidos, seguiram a sua rota triunfal [...], podendo-se concluir que os serviços iniciados tão auspiciosamente se tornarão em breve uma grande realidade, prestando desta forma relevantíssimos serviços ao público. Grande foi, portanto, a satisfação [...] quando representantes de todas as classes sociais receberam da capital da República cartas expedidas dali na véspera e quando esta folha afixou em seu placard o exemplar do jornal ‘A Pátria’, publicado na véspera. [...]”
Literatura para crianças
“[...] noticia um jornal daquela cidade [Paris] uma exposição magnífica de livros destinados às crianças. De acordo com as observações dos livreiros parisienses, as crianças fazem absoluta questão de que os livros sejam ilustrados, comprazendo com a riqueza de colorido das estampas e das iluminuras. Estas efetivamente ferem a imaginação e provocam um prazer de estética visual que a narração das puras histórias não pode substituir. Entre nós, onde há escritores e desenhistas de primeira ordem, os livros destinados à infância ainda deixam tudo a desejar [...]”
O “raio da morte”
“[...] Mr. Grindell Matthews ...] depois de ter publicado que descobrira o ‘raio da morte’ [...] disse enfim que a força destruidora de seus raios era incalculável, etc. Tendo alguns sábios querido diminuir o valor da sua descoberta, Mr. Matthews prontificou-se fazer experiências na presença de cientistas notáveis e fê-las com êxito completo. Teve assim o grande descobridor vultosas ofertas; mas, inglês de nascimento, deu preferência a seu país. [...]”
O “raio da morte” do engenheiro eletrônico inglês Harry Grindell Matthews (1880-1941) nunca foi suficientemente demonstrado.
O dia 16 de janeiro na história
- 1362 Ciclone extratropical provoca a Enchente de São Marcelo, inundando as costas das Ilhas Britânicas, Holanda, Alemanha e Dinamarca e deixando cerca de 25 mil mortos.
- 1547 Ivan, o Terrível se torna o primeiro czar da Rússia.
- 1605 A primeira edição de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é publicada em Madri.
- 1920 A primeira sessão do conselho da Liga das Nações ocorre em Paris.
- 1938 Nasce no Rio de Janeiro o humorista, apresentador e escritor Jô Soares.
- 1945 Adolf Hitler se retira para seu abrigo subterrâneo, chamado “Führerbunker”, em Berlim.
- 1979 Revolução Iraniana: o último Shah do Irã foge do país com sua família e se refugia no Egito.
- 1991 Forças da coalizão declaram guerra ao Iraque, iniciando a Guerra do Golfo.
- 1992 Acordos de paz assinados no México encerram doze anos de guerra civil salvadorenha.
- 2001 O presidente congolês Laurent-Désiré Kabila é assassinado por um de seus guarda-costas durante a Segunda Guerra do Congo.
- 2006 Ellen Johnson Sirleaf é empossada presidente da Libéria, a primeira mulher chefe de estado da África.
* A grafia está atualizada para as normas atuais, à exceção dos nomes próprios
** A numeração das edições originais equivocadamente salta do número 12 (em 15 de janeiro) para 14 (em 16 de janeiro de 1925). Mantemos aqui a numeração como publicada à época.
