Hiltor Mombach

À Chateaubriand

Não sei se já ouviram falar da tal da Lei Geral da Copa. Cometendo um exagero, diria tratar-se de uma constituição temporária para o Brasil, dando soberania à Fifa.
Eis o que diz o senador Randolfe Rodrigues: “Essa lei é o maior acinte de que tenho conhecimento à soberania. Ela revoga pelo menos 14 dispositivos do Estatuto do Torcedor e, na prática, proíbe que os brasileiros celebrem a Copa, pois inclui uma absurda cláusula responsabilizando penalmente o brasileiro que pintar muro com os dizeres ‘mundial 2014’ e ‘Copa do Mundo do Brasil’”. Não preciso dizer mais nada.
Percebo aqui e ali um tímido levante contra tal acinte e me esforço para crer que é pelo bem do povo brasileiro e aqui passo a tratar de Assis Chateaubriand. Não do risível diálogo travado com um desafeto, diálogo que finaliza esta coluna, mas com Kubitschek transformando Chateaubriand em embaixador para livrar-se de uma praga, aliciando-o com o agrado. Retomo a Lei Geral. Não sei se quem vem atacando a Fifa o faz em defesa do país ou em busca de visibilidade para ser cooptado pela funesta entidade.
O desafeto: “Vou resolver esta questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta”.
Chateaubriand: “Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo”.