O Grêmio provou ser muito mais time do que o Lanús e transformou La Fortaleza em castelo de areia.
É tri da América.
Antes, só o Santos havia saído da Argentina campeão da Libertadores.
Que feito!
É o sonho de ter o Real Madrid pela frente, de conquistar o mundo novamente.
A partida?
No primeiro tempo, não teve.
Renato mandou o Grêmio jogar no abafa, pressionar a saída de bola do Lanús.
Não deu espaço para o toque de bola. Pressionado, o frio Lanús derreteu.
Fernandinho aproveitou a primeira lambança para fazer 1 a 0 à Pedro Rocha.
Aos 41min Luan driblou quem apareceu pela frente, fez fila.
Os argentinos devem ter lembrado de Maradona. Humilhou a zaga rival e só deu um leve toque para encobrir o goleiro.
Até os 20min do segundo tempo o Grêmio ditava a música.
Era samba na terra do tango.
Só aí o Lanús acordou.
Foi para o tudo ou nada. Aos 27min José Sand descontou anotando de pênalti.
Decisão sem alguma dramaticidade não é decisão. Aos 37min Ramiro foi expulso.
Mas o Lanús precisaria de dois gols para levar para os pênaltis.
A vantagem do Grêmio seguia abissal.
Depois até o relógio conspirou em favor do time gaúcho.
Aos 44min Luan ainda perdeu um destes gols que o torcedor chama de feitos.
A América já é do Grêmio.
Agora, é o planeta!
Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Bressan e Cortez; Arthur (Michel), Jaílson e Ramiro; Luan, Lucas Barrios e Fernandinho
Prestígio e dinheiro
Taça de competição importante dá prestígio e dinheiro.
Antes de entrar em campo ontem o Grêmio já havia embolsado R$ 15,1 milhões por estar na semifinal da Libertadores.
Como campeão pegou mais R$ 9,5 milhões. São R$ 24,6 milhões.
Paga três folhas salariais e sobra algum.
Há ainda o dinheiro que o clube agregou no ano.
Tetracampeonato
O Grêmio estreou em março na Libertadores.
Vamos entrar em dezembro.
Com a competição mais longa, o clube manteve seus associados em dia o ano todo.
De quebra, vendeu mais produtos e obteve patrocínios pontuais. Dinheiro chama dinheiro.
E vai chamar ainda mais em 2018, quando lutará pelo tetracampeonato.
Mundial
Um tetra inédito para o Brasil.
Agora são tri da Libertadores Grêmio, São Paulo e Santos.
O Grêmio disputará em dezembro o Mundial/Fifa que dá ao campeão R$ 15,5 milhões.
O vice leva R$ 12,4 milhões e o terceiro, R$ 7,75 milhões.
A partir do quarto as premiações vão diminuindo em pouco mais de 1,5 milhão por posição.
R$ 53 milhões em premiação
Na hipótese mais otimista o Grêmio poderá encerrar o ano com as seguintes premiações: R$ 24,6 milhões (Libertadores); R$ 15,5 milhões (Mundial/Fifa); R$ 11,3 milhões (em caso de ser vice do Brasileiro) e R$ 1,25 milhão (por ter sido semifinalista da Copa do Brasil).
São quase R$ 53 milhões.
Natal gordo para o Tricolor gaúcho.
Trabalho
O presidente Romildo Bolzan deu sequência ao trabalho realizado por Fábio Koff. De quebra, acalmou os ânimos da política clubística.
Cercou o futebol de cascudos como Preis e Saul Berdichevski e manteve Odorico nos momentos de turbulência.
Odorico é a grande revelação do ano como dirigente.
Renato, protagonista
O trabalho que resultou no título da Copa do Brasil e agora no tri da Libertadores começou com Felipão, passou por Roger e teve em Renato o maior protagonista.
Renato é agora campeão como jogador e treinador, feito inédito.
Afirmou-se definitivamente entre os grandes nomes do futebol nacional.
