Dias atrás li um comentário falando da leveza do ataque do Brasil.
Os jogadores estão driblando mais.
Alguém poderá retrucar que diante de bolivianos e chilenos é barbada.
Pode ser.
Mas não vinha sendo assim.
Ao receber um vídeo enviado por Elio Carravetta lembrei deste Brasil Canarinho mais driblador e menos robótico.
Trata-se de uma entrevista recente de Cesc Fàbregas, atualmente no Monaco, para ao jornal Marca e que tem como título “os treinadores de hoje em dia estão muito focados nos números, faz-se um jogo robótico”.
O meia espanhol lamenta que a maioria dos treinadores viva "obcecado pelos números e pelo GPS".
Revela que “a mudança começou há quatro ou cinco anos e agora já se nota bastante.
Percebi com quatro ou cinco treinadores.
As metodologias são muito baseadas em automatismos.
É um futebol robótico.
O jogador tem de estar posicionado num espaço do campo e fazer um passe para onde o treinador disser".
"Depois vem o GPS.
Muitos treinadores estão obcecados com os números.
Tudo se baseia em ciência, números e GPS".
Trata-se de uma verdade irretocável.
