Hiltor Mombach

É VENCER OU....MUDAR / O DOMINGO DO GRÊMIO

É VENCER OU....MUDAR / O DOMINGO DO GRÊMIO

Estivesse o Internacional pelas caronas na tabela do Brasileiro, eliminado da Libertadores e, consequentemente, fora do Mundial, e o domingo não surgiria assim, tão complicado para o Grêmio. Mas o Inter, que folga hoje, entrou na rodada em terceiro lugar no nacional, com passagem marcada para o México e hotel reservado em Abu Dhabi. Isto, caros leitores, faz toda a diferença num estado marcado pela gangorra.

O rival do Grêmio é o Fluminense do senhor Muricy Ramalho, conhecido dos gaúchos por ter trabalhado no Inter, tricampeão enfiado do Brasileiro pelo São Paulo, treinador que, recentemente, disse não para a CBF, relegando o selecionado brasileiro. E o Fluminense começou o dia como líder do campeonato, com oito vitórias em 12 jogos. Ganhou as últimas quatro partidas que disputou fora de casa.

O Grêmio é este que conhecemos, figurante da zona do rebaixamento, 14 pontos a menos do que o Fluminense, um time que ainda não ganhou pós-Copa do Mundo e, mesmo durante a Copa, fracassou num torneio em Santa Catarina. Um Grêmio que trocou de esquema nos últimos três encontros, adotando o 3-5-2, empatando contra Cruzeiro e Inter pelo nacional e contra o Goiás pela Sul-Americana. Trocou o sistema de jogo, mas não encontrou o caminho das vitórias.

Se até pouco tempo conselheiros ilustres e grande parte da torcida exigiam a saída de Meira e Silas na esperança de um bom segundo semestre, hoje torcem por mudanças por temerem a Segunda Divisão. O resultado de campo dirá se teremos ou não troca no comando do futebol. O relutante Duda Kroeff não terá como adiar uma decisão em caso de tropeço. O Grêmio conheceu o seu limite. Não haverá como adiar uma recuperação. Esta já foi adiada demais.

Portanto, estamos assim: é vencer ou... mudar!