Hiltor Mombach

ÍNDIO, OPINIÃO

ÍNDIO, OPINIÃO

Indio deu sua versão sobre o corte no antebraço. Há outras versões na praça. Os dirigentes colorados compraram a versão do jogador. Não havia outra escolha.
Se Índio estava com amigos em casa ou não, pouco ou nada importa. Era madrugada de segunda-feira e ele só se reapresentaria pela tarde. Da sua imagem pessoal, ele cuida. Há um contrato de imagem com o clube. Tais contratos só servem para deduções financeiras. A imagem de Índio em campo é irretocável. Fora, um tanto arranhada. Perguntei ontem a um dirigente colorado se ele acreditara n a versão do zagueiro: “Isso não me interessa. Me interessa seu rendimento em campo”. No frigir dos ovos, é isto mesmo.
Índio não será lembrado pelo episódio de ontem. Índio eternizou-se no Inter quando, mesmo com o nariz sangrando, seguiu em campo contra o Barcelona para dar o título mundial ao Inter. E, aqui, volto ao começo: os dirigentes compraram a versão do jogador pois querem ver Índio encerrando a temporada no Beira-Rio, jogando ou não. Não haverá renovação, mas haverá homenagem. Para quem não entendeu: Índio tornou-se um patrimônio colorado. Está no clube desde janeiro de 2005. Não se fica mais tanto tempo num mesmo time. Mas, e há sempre um mas em tudo, se surgir prova provada de que a versão de Índio não casa com verdade, os acontecimentos podem tomar outro rumo.