Hiltor Mombach

100 anos de nada

Termina hoje o Brasileiro. Hora de atualizar os fatos, lembrar de antigas colunas. Como a que segue

Termina hoje o Brasileiro. Hora de atualizar os fatos, lembrar de antigas colunas. Como a que segue. 
Há previsões que você faz e torce para errar. Em 2003, quando da extinção do mata-mata e da aprovação da fórmula de pontos corridos, sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos.
De lá para cá os paulistas ficaram com dez canecos, os cariocas com cinco e os mineiros com quatro. 
Dos quatro estados que detém o poder do futebol nacional só o Rio Grande do Sul não conquistou o Brasileiro por pontos corridos.
 Deve haver uma explicação. Ou várias. No mínimo, deveríamos estar empatados com Minas Gerais, que, como aqui, possui dois times grandes, um deles na Segundona. 
Não se trata de profecia à Nostradamus, de esoterismo, mas de previsão com dado. Aristóteles já preconizava: a igualdade consiste em tratar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade. O Brasileiro é desigual.
Isto não retira a falta de competência de Inter e Grêmio. Mas é inegável que se trata de um campeonato desigual.