Carlos Corrêa / Interino
Menos mal que, dado o adiantado da hora, as crianças já estavam dormindo e não viram o que foi a estreia do Inter na Copa do Brasil, um daqueles jogos proibidos para menores. Sim, o Colorado venceu por 2 a 0 em Cascavel e está classificado para a próxima fase, quando encara o Oeste-SP, mas até o torcedor mais fanático vai concordar que avançar na competição nada mais é do que obrigação quando do outro lado está o Princesa do Solimões, um time sem nenhuma expressão no cenário nacional e que ainda por cima fazia a sua primeira partida na temporada — e nem coloco na conta um pênalti reclamado pelos amazonenses. Pois diante deste adversário, o Inter jogou pouco, muito pouco, principalmente na etapa inicial. Como havia jogado pouco contra o Caxias. Contra o Novo Hamburgo. Contra o Veranópolis. Mesmo nas vitórias pela Primeira Liga, contra Brasil de Pelotas e Fluminense, o Inter jogou para o gasto e olhe lá. Ainda é cedo para avaliações definitivas sobre o trabalho de Antônio Carlos Zago. Dada as amostras até aqui, no entanto, compreende-se o receio que tomou conta dos colorados de que 2017 se transforme num pesadelo chamado 2016 - Parte II. O grande objetivo do Inter em 2017 é retornar à Série A. Se quiser comandar o time na competição, Zago terá que mostrar evolução na equipe o quanto antes.
