Hiltor Mombach

A ÁFRICA RESPIRA FUTEBOL

A ÁFRICA RESPIRA FUTEBOL

Saímos do nosso apartamento por volta das 9h da manhã na África do Sul, 4h da madrugada no Brasil pelo
horário de Brasília. Até o IBC, o centro de rádio e televisão são 20 quilômetros. Durante
todo o percurso nos deparamos com uma multidão de torcedores se dirigindo para o imponente estádio Soccer City, que fica colado ao IBC. Sete horas antes da partida contra o México, Johannesburgo já era um caldeirão. Conforme nos aproximávamos do estádio, a multidão aumentava e o trânsito piorava.
Enfrentamos um grande engarrafamento. No caminho, camelôs vendendo vuvuzelas, camisetas, souvernirs, bancas de churrasquinho e ruas bloqueadas pelos moradores da área, transformadas em estacionamento, que cobravam 50 rands, cerca de R$ 12,00, para permitir a entrada de carros.
Misturavam-se africanos, mexicanos, brasileiros, chilenos, portugueses, na celebração da união pelo futebol. Um espetáculoe tanto. Mexicanos com seus imponentes sombreros tiravam fotos ao lado dos torcedores do Bafana Bafana.
A África do Sul não será a mesma depois deste 11 de junho de 2010, data de estreia da África do Sul na Copa do Mundo.
Se a festa seguirá depois dos 90min, só o resultado dirá. Se for favorável, o país vai parar.