Hiltor Mombach

A banca paga e recebe

A banca paga e recebe.
Em tudo.
Nos cassinos de Las Vegas paga 92% do que recebe.
Nos bingos do Brasil quase não pagava nada e só recebia.
Nos planos de governo a banca distribui migalhas e paga milhões aos nababos.
Quando os políticos gostam muito de um plano aprovado, tenham certeza: o plano é contra as classes mais baixas.
No futebol gaúcho a banca paga bem quando o assunto é Grêmio e Inter.
Já os clubes do Interior recebem nada ou quase nada.
Em todos os aspectos.
Assim como o Rio Grande do Sul, Grêmio e Inter estão a reboque do Brasil.
No futebol, estamos atrás de Minas Gerais quando o assunto é força política.
Sempre estivemos atrás de São Paulo e Rio.
A banca dá uma migalhas aqui e ali, migalhas que enganam os ingênuos.
Dá migalha para arrecadar o grosso.
Dá migalha para poder justificar "olha, mas também errei para o outro lado".
Deve ter dado migalhas ao Inter, por exemplo, em 2005.
Na hora de receber, foi o que se viu lá contra o Corinthians.
Na segunda-feira, depois de pênalti garfado 1 x 0 Inter foi assistir um famoso programa de TV da global.
Certamente mostrariam as imagens do pênalti que não houve quadro a quadro, congelariam a imagem, como fazem quando Corinthians e Flamengo não "prejudicados".
No terceiro bloco desliguei a TV.
Não haviam dito uma mísera palavra sobre o pênalti que não houve e que deu a vitória ao Corinthians.
Inacreditável!
Um programa de jornalismo esportivo relegou até o terceiro bloco o fato mais importante do jogo.
Isto é incrível!
O Grêmio está numa final de Copa do Brasil.
O rival não é do Rio nem de São Paulo, mas vem de Minas, que politicamente tem mais força do que o RS hoje.
Te cuida, Grêmio!
As duas instituições que mandam no futebol nacional têm suas preferências.
Ah! O patrão de uma destas instituições não pode sair do Brasil.
Se sair, vai preso.