Hiltor Mombach

A Bola

Em 20 de janeiro de 2006

De Primeira/Hiltor Mombach


DEPRIMEI

 




A BOLA

Ainda ontem escrevi o seguinte: "Cheguei a buscar um canal que transmitisse uma partida disputada com uma bola branca para comparar com a bola usada em São Luiz x Grêmio, de cor laranja. Fiquei com esta impressão: à noite, visualiza-se melhor a branca".

Quase uma centena de e-mails registram o mesmo. A cor da bola teria feito duas vítimas em Novo Hamburgo: o Nóia e o árbitro, que não viu um gol legítimo contra o Zequinha.

Combinada com a luz de boate de alguns clubes do Interior, há momentos em que a bola simplesmente desaparece, para desespero de goleiros, juízes, torcedores, narradores, repórteres e telespectadores. Em gramado embarrado, a bola fica camuflada com o barro.

Como a bola não pode virar vilã, recomenda-se o retorno da branquinha nos jogos noturnos, mantendo-se a laranja nos diurnos.

 




BRANCA
Conversei com Clóvis Haggstr"m, representante da Penalty. Sensível, afirmou-me que recomendará a mudança para a bola branca nos jogos noturnos.

21 de janeiro de 2006


De Primeira/Hiltor Mombach


DEPRIMEI

 




A BOLA, AINDA

Há uma nova comunidade no Orkut: "Eu odeio a bola laranja". Depois de algumas linhas aqui mesmo sobre a dificuldade de se visualizar a bola laranja em jogos noturnos, disputados em muitos estádios do Interior com luz de boate, recebi mais de uma centena de e-mails de torcedores exigindo o uso da bola branca.

O representante da empresa fornecedora da bola do Gauchão mostrou-se sensível às reclamações, que não eram apenas de torcedores, mas de goleiros, árbitros e telespectadores, acenando com a possibilidade de troca. Agora, a Federação Gaúcha de Futebol decide: a bola branca entra em campo nos próximos jogos disputados à noite no Interior.

Vitória do bom senso. Aposenta-se a bola laranja antes que vire a vilã do campeonato. Ela continuará sendo usada tão-somente em jogos noturnos no Beira-Rio e no Olímpico, onde a iluminação é ótima.

24 de janeiro de 2006


De Primeira/Hiltor Mombach


DEPRIMEI

 




COR DA BOLA

Não faz muito, ali no bar do Arthur, tive uma aula sobre miopia. Joaquim José Xavier, um especialista, discorreu sobre o assunto e, naquela meia hora, descobri padecer de outro mal visual. Míope eu não era.

Eis que o mal volta a me afligir. Pensei estar diante de caso de miopia raríssima, a miopia futebolística, mas logo percebo o equívoco: as equipes do Interior e a zaga do Inter também não estão vendo a cor da bola.

Conta-se nos dedos quem está vendo a cor a bola. Lucas e Mossoró estão. O goleiro do Esportivo não viu a cor da bola no primeiro gol do Grêmio. E durante 20min o Passo Fundo não viu a cor da bola contra o Inter.

Durante anos tem sido a bola, amigos, a maior inimiga de alguns jogadores. Nunca, porém, falou-se tanto dela como agora. Encerro dizendo que meu mal visual, e isso só descubro agora, pode ser daltonismo. O dos jogadores, eu não sei.