Hiltor Mombach

A Caixa e a dívida dos clubes. Mais

Jair Bolsonaro em dezembro de 2018:
“Tomamos conhecimento de que a Caixa gastou cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade e patrocínio neste último ano.
Um absurdo!
Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros”.
Marcos Paulo Lima, subeditor do Correio Braziliense, lembra que o novo de presidente da Caixa, o economista Pedro Guimarães, já ajudou indiretamente as finanças de clubes de ponta como Flamengo e Fluminense como sócio do banco de investimento Brasil Plural, banco que também tentou se aproximar do Grêmio.
Em oportuna coluna, Marcos Paulo escreve:
“Pedro Guimarães acaba de passar para o outro lado do balcão.
Empoderado, tem tudo para virar o vilão de 24 clubes do futebol brasileiro. Metade da Série A. Portanto, basta ele usar a caneta e confirmar a tendência sinalizada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ou seja, o fim da aplicação de R$ 153 milhões no patrocínio dos times e de competições como as copas do Nordeste, Verde e campeonatos paraibano, potiguar, sergipano, rondoniense e sul-mato-grossense.”
Entre os maiores beneficiados pela Caixa em 2018 estão Flamengo, R$ 25 milhões; Santos, R$ 14 milhões; Atlético Mineiro, Botafogo e Cruzeiro, R$ 10 milhões; Atlético-PR, Bahia e Vitória, R$ 6 milhões e Paraná e América-MG, R$ 5 milhões.
De acordo com estudo divulgado pela empresa de marketing esportivo Sports Value, os 20 clubes do Brasileirão de 2018 acumulavam, juntos, R$ 6,5 bilhões em dívidas.
Como gestora do FGTS, a Caixa patrocinou alguns dos times que mais devem ao Fundo. Dinheiro liberado sem qualquer contrapartida.
Em 2016, uma auditoria da Controladoria Geral da União concluiu que o investimento da Caixa Econômica Federal no futebol foi realizado sem a devida clareza e transparência. Recentemente o Tribunal de Contas da União fez uma auditoria sobre patrocínios, proibindo a Caixa de renovar com os times de futebol para 2019.