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Roger, o novo treinador, em coletiva nesta terça-feira: "Desejo uma equipe que tenha a cara do Grêmio, jogando um bom futebol". Com Roger, voltou o velho clichê. Felipão tinha a cara do Grêmio. Renato tinha a cara do Grêmio. Roger tem a cara do Grêmio. Luxemburgo não tinha a cara do Grêmio. Nem Enderson Moreira. O Grêmio multicampeão tinha a cara do Grêmio ou refletia em campo a cara dos seus jogadores e dirigentes? Há 15 anos o Grêmio quer que o Grêmio tenha um time com a cara do Grêmio. Há 15 anos o Grêmio tem muitas caras menos a cara do Grêmio multicampeão. Mazaropi, Paulo Roberto, Baidek, De León, P.C. Magalhães, China , Osvaldo, P.C. Lima, Renato, Tarciso, Mário Sérgio e, na batura, Valdir Espinosa. Todos blindados por Fábio André Koff, Alberto Galia, Túlio Macedo, Rudy Armin Petry, Antônio Carlos Verardi, Adalberto Preis, Mário Leitão, Mauro Rosito e Ziuton Bohmgahrem. Com este time e este comando dá para entender porque o Grêmio tinha cara. O Grêmio tinha cara porque, em campo, estavam os caras. E fora de campo também.