O Gauchão é o estadual que mais cresce no Brasil. Feito rabo de cavalo, para baixo. Cresce assustadoramente. Os times do Interior vão de mal a pior. O Inter ganhou do Cerâmica jogando com 1 contra 11. D’Alessandro sozinho desmontou o adversário. O Grêmio precisou de dois minutos para nocautear o Ypiranga. É vapt-vupt. Qualquer paulista faz a festa contra nossos times do interior. A rebaixada Portuguesa aplicou 4 a 0 no Juventude no meio da semana. É mais fácil ganhar na Mega Sena do que uma equipe do Interior derrotar Grêmio e Inter quando estes estão completos e em boa forma física.
Diluída em um ano, a verba da televisão não chega a R$ 60 mil por mês para os clubes do interior. Quase nada. Espantoso é que os clubes autorizaram tacitamente a FGF a não ouvir a proposta da Record. Optaram pela mendicância. É a síndrome do Sofrenildo. Noveletto privilegiou a Globo sem sequer ouvir a Record.
Espantoso! Como bom negociante que é, deveria ter ouvido a Record e solicitado valores mais altos da Globo. A concorrência é a alma do negócio. Estava com a faca e o queijo para arrancar mais dinheiro. Mas brigar com a Globo poderia significar o fim do sonho de Noveletto chegar a CBF. E assim caminha o ruralito, nossa caravana da miséria. Segue feito um poema de Omar Khayyam: “Sem Cor, sem Sol, sem Som, sem Sonho – sem.”
