A tragédia com a Chapecoense me faz chorar.
E sonhar.
Sonhar sonhos utópicos, infantis, coisas de menino.
Sonhar, por exemplo, com o Atlético Nacional oferecendo o título da Sul-Americana para a Chape.
Sonhar com a Conmebol oferecendo uma vaga na Libertadores de 2017.
Sonhar com Inter e Grêmio, entre outros clubes, oferecendo jogadores para a Chape jogar o Brasileiro de 2017, principalmente esta competição.
Sonhar com os dirigentes dos grandes clubes decidindo quebrar as regras.
Se a Chape não tiver condições de jogar o Brasileiro de 2017, volta em 2018 na Série A.
Ou, se puder jogar o Brasileiro de 2017, que seja sem risco de rebaixamento.
Começa como o primeiro time já garantido na A.
Sonhar que tragédias desta dimensão transformem os humanos em mais humanos.
Sonhar em solidariedade incondicional, sem contrapartida.
