Que me desculpem os defensores de projetos, aqueles que acreditam que os nomes não são importantes.
O Grêmio não precisa de projetos.
Não é o #AvançarJuntos ou o #VemproGrêmio ou o #GremioMaior que vai salvar o Grêmio. Não precisamos de hashtags nem de virais.
Precisamos de pessoas.
Pessoas que não queriam ser lembradas por embates históricos de retórica dentro do Conselho.
Pessoas que executem. Que façam. Que não apontem o dedo. Que estejam dispostas a ouvir seus amigos, mas ainda mais dispostas a ouvir aqueles que não são seus amigos.
Pessoas de mente aberta. Que consigam superar as diferenças.
Pessoas que consigam unir a experiência com a renovação. Vinda de onde vier. Que sejam imunes a "vetos" sugeridos por terceiros.
Ah, mas o consenso é ruim. O consenso é nocivo. O consenso é burro, alguns dirão. Engraçado que alguns exaltam como positivo o consenso formado dento dos movimentos, no seu “petit comité”. Aí é coerência. Aí é comprometimento com o grupo.
Para estes eu respondo com uma frase: “Quem continua fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo os mesmos resultados”.
Infelizmente eu olho e vejo que temos cada vez mais do mesmo.
Padrinhos e afiliados. Com uma continuidade de ranços, ódios e disputas. Muitos preocupados em desfilar suas plumagens e uns poucos dispostos a carregar o piano.
O Clube se transformou ao longo dos anos em um incinerador de pessoas. Um competente promotor da discórdia.
E daí decorre a enxurrada de acusações que nos fazemos diariamente a respeito de jogadores, esquema, treinadores, relação com a torcida, com os colorados da imprensa, com o Ministério Público, EPTC, Brigada Militar, Poder Público em geral e até sobre o racismo.
Foi a política que nos trouxe até aqui e somente ela poderá nos salvar em algum momento. Tenho absoluta certeza disso.
Qualquer vitória ou conquista será efêmera e enganadora enquanto o real problema não for atacado.