A ELIMINAÇÃO
Como no Olímpico, tivemos na Vila um Grêmio de dois tempos. Se aqui foi exuberante no segundo, em São Paulo esteve muito bem no primeiro. Se aqui foi desastrado no primeiro, em São Paulo foi vergado no segundo. Não por um rival qualquer, por favor, por um Santos campeão Paulista e, muito provavelmente, da Copa do Brasil.
Não posso, aqui, criticar Silas. Cometeria o pecado de ser oportunista. Meu único reparo, a escalação desde o começo, de Maylson, mostrou-se fora de propósito. Sem Maylson, e com Hugo, o Grêmio amarrou o Santos no primeiro tempo e, convenhamos, não havia um indicativo sequer de que Silas deveria mudar o time para o segundo tempo.
Não sei que rumo tomaria a partida se Ganso não anotasse um gol logo aos 6min, num chute de longa distância, um destes chutes potentes, certeiros. Ali o Grêmio desandou para levar o 2 a 0. Quando a tragédia parecia consumada, respirou com um 2 a 1. Para levar o terceiro.
O Grêmio foi eliminado por um Santos que é considerado, hoje, o melhor time do Brasil. Pode ser um consolo.
