Hiltor Mombach

A esperança do Inter vem morrendo à míngua

O torcedor colorado vem vivendo de esperança. Após aqueles 2 a 0 sobre o Galo no Beira-Rio a esperança era de título.
Começou o debacle e a esperança passou a ser a troca de treinador. Caiu Argel, entrou Falcão e o que estava ruim, piorou.
A esperança passou a ser uma nova troca de técnico: saiu Falcão, entraram Celso Roth, Fernando Carvalho, Chumbinho e Ibsen Pinheiro e a esperança passou a se renovar fracasso após fracasso.
A esperança passou a ser duas vitórias seguidas, contra os modestos Vitória e América-MG. Duas derrotas.
A esperança não era mais ganhar dos fracos, mas de que o Inter pudesse se reabilitar contra um candidato ao título, o Atlético Mineiro, fora de casa. Derrota outra vez.
Agora a esperança é de que o Inter vá ganhar do Figueirense no Beira-Rio porque jogou bem contra o Galo lá e porque o representante catarinense também luta contra o rebaixamento. E de que, se isto acontecer, enfie outra vitória, agora sobre o Coritiba.
A esperança é a última que morre e, no caso do Inter, vem morrendo à mingua desde o dia 19 de junho, portanto há mais de 100 longos dias, quando o time levou 3 a 2 do Figueirense.
Contra fatos não há argumentos: a Série B surge inexorável.