A Europa é aqui.
Amigos, não invejem os nababos da França, Itália, Alemanha e Inglaterra.
Eles estão sendo pulverizados por um país terceiro-mundista, o Brasil.
Quando Paulo Nunes rompeu a barreira dos R$ 100 mil mensais no futebol gaúcho, e lá se vão 25 anos, era possível se afirmar que os salários futebolísticos não parariam de aumentar. Mas daí a romper a barreira supersônica são outros quinhentos.
Com a ISL, o Grêmio inaugurou a era de alguns jogadores recebendo em dólar, 200 mil a cada 30 dias. Depois, o Brasil assistiu escandalizado a um leilão por Ronaldinho.
O Flamengo bateu o martelo em R$ 1,2 milhão a cada 30 dias.
Em 2020, o Grêmio quitou uma dívida com Kleber Gladiador.
Estima-se que tenha gasto R$ 50 milhões com atacante. Gasto aqui é um eufemismo.
Pelo custo benefício, foi dinheiro jogado pelo ralo.
Não vai muito, o Inter depositava R$ 1,2 milhão a cada 30 dias na conta do atacante Guerrero.
Lembro de um programa que levava o nome de “O Céu É o Limite”.
No futebol, o dinheiro não tem limite. Como não tem limite o tamanho do rombo de quase todos os clubes tupiniquins, alguns devendo mais de R$ 1 bilhão.
Dias atrás portais divulgaram que o treinador português Abel Ferreira passará ganhar 6.7 milhões de euros (R$ 35 milhões) por temporada. Mais do que os técnicos de Barça, Milan e Borussia. Dá a bagatela de quase R$ 3 milhões a cada 30 dias.
Fico pensando no ceguinho de Nelson Rodrigues: "Há um ceguinho na rua do Ouvidor. Senta-se na calçada, puxa o violino, e toca um tango, sempre o mesmo tango. Ao lado, está o pires, sim, um tristíssimo e inconsolável pires.
Enquanto o ceguinho repisa o tango, os que passam pingam a moeda de sua piedade".
Há vários Brasis neste vasto Brasil.
O Brasil do futebol começa a dar inveja aos europeus mais endinheirados.
O Brasil brasileiro, bem, este é o do ceguinho do Ouvidor.
A Europa é aqui
O Brasil do futebol começa a dar inveja aos europeus mais endinheirados. O Brasil brasileiro, bem, este é o do ceguinho do Ouvidor.
