A FADIGA DOS METAIS. ALGUMAS COISAS QUE PRECISAM SER DITAS / PARTE II
Fosse eu o Presidente e convidaria Odone. Josias está louco, dirão. Já disse aqui dezenas de vezes, meu problema com este senhor é puramente pessoal. Não o quero para amigo e jamais vou querer, não pretendo nunca lhe estender a mão para cumprimenta-lo como tal, mas não sou cego nem burro e sei reconhecer mesmo nestas circunstâncias quando o dirigente tem capacidade. E é inegável, ele possui. Estupenda capacitação para crescer na dificuldade e romper com óbices, enfrenta a imprensa com altivez (diria até arrogância…mas tem momentos que ela se faz imperiosa) tem, depois, é que ter um bom cão fila de vigia porque a síndrome de Deus retorna e… Seria uma cartada e tanto. Se não aceita, fica ruim e nem preciso explicar… Se aceita lucra ele, e nós. Ele porque encaminha sua eleição partidária – e ele sempre se move por ela – e nós porque ele revolucionaria o vestiário. Ele usaria o Grêmio, e o Grêmio usaria ele. Não tenho dúvida, haveria uma mudança e tanto. Obino teve esta oportunidade e errou ao descarta-la. Disse isto na época. Hoje isto é uma afirmação.
De letra promoveria uma grande pacificação no clube. Mas dificilmente Duda faria este convite, não que lhe falte grandeza, não pensem assim, mas acho que lhe falta a convicção que firmei. Direito dele, e de muitos, normal. Então quem? Sempre me lembro do Homero nestas horas, sempre entendi que ele seria um belo nome lá dentro, quem sabe com o Cidade junto (vejam que estou falando somente em nomes da dita oposição e o faço propositadamente, porque penso que temos nomes em todos os setores e se estivesse aqui a indicar nomes do G-6 ficaria parcial a opinião e não quero isto – mas sobre tudo digo o que penso, e como não sou tido como politicamente correto por dizer o que sinto, me concedo ficar à vontade para continuar distante desta cínica correção politica…), eu apostaria nisto. Ouvi, estes dias, o nome do Vicente. Por que não? Todos sabem o que penso da gestão 2000. Aliás não digo 20% do que penso efetivamente – aqui faço isto não por ser correto na conduta política, mas porque é caso de polícia. O Vicente, entretanto, nada tem a ver com a ´administração` da gestão 2000. Mas tem com o futebol daquele ano, monstruosamente desastroso. Só que hoje já se passaram 10 anos daquele horror. Mais maduro, mas vivido, Gremistaço extremado, me ocorre que ELE NUNCA PERDEU GRENAL. Não mereceria outra chance? Tem precedente histórico. O maior dirigente da história do Grêmio, Fabio Koff, foi homem do futebol de Dourado. Com um time rico para os padrões da época, não teve sucesso. Passaram-se alguns anos. E ?
Bem, pode não ser nenhum destes, sim, mas me parece que uma coisa não dá mais pra permanecer. Como está. E tem solução, mas tem que ser logo. E se eu estiver errado ? Não me perdoaria se me calasse. Louvado seja o nosso pavilhão. Amém.
CARLOS JOSIAS MENNA DE OLIVEIRA
