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Caro Hiltor:
Indiscutivelmente, há algo de podre no reino do futebol. E não de hoje. Vem de tempos ancestrais. Como pode ser o esporte de maior apelo e fascínio, consumido universalmente, com sua variedade de espetáculos, alguns em palcos soberbamente cintilantes e luxuosos, continuamente deficitário? Não existe clube algum no mundo que não seja devedor. Ninguém tem dinheiro em caixa. E, no entanto, negócios fantásticos são realizados. Onde toda essa grana e onde o buraco? Nas más e desastrosas gestões? Nos dirigentes incapazes e demagogos? Na incompetência geral? Nos subterrâneos secretos? Nas máfias que “arranjam” resultados? Ou nos salários abusivos e estratosféricos, além das indenizações milionárias?