Hiltor Mombach

A força do Grêmio está na engrenagem

O que é indispensável para um time andar bem?
Sistema de jogo, tática ou a engrenagem?
Um pouco de tudo, certo!
Com alguns pontos a mais para a engrenagem.
Vejam o Grêmio, por exemplo.
Atuava com um genuíno camisa 10, um legítimo armador das antigas, o bom de bola Douglas, que está em recuperação desde fevereiro.

Como o time vem se virando?
O volante Ramiro ocupa a terceira função pela direita, Luan recuou um pouco, Pedro Rocha fica aberto pela esquerda, atacando e marcando a saída de bola do rival e Lucas Barrios se movimenta como homem mais adiantado.
Sem um armador, mas com ótima engrenagem, as coisas vão bem.

É possível que alguém retruque dizendo que sistema de jogo, tática e engrenagem são coisas diferentes mas que fazem parte de um mesmo pacote.
Pode ser.
Estes três fatores, mais do que a qualidade individual dos jogadores citados, vem tornando o Grêmio tão forte e competitivo, entre os candidatos aos títulos que disputa.

Antes que alguém leia grego aquilo que está escrito em português registro que Luan é muito bom jogador e que Barrios vem fazendo aquilo que se espera, gols.
Mas eles crescem numa engrenagem montada por Roger e mantida por Renato com alterações para melhor, como a fixação de Pedro Rocha no controle da saída de bola do rival.