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Para Globo, o estádio do Palmeiras é Arena Palmeiras e não Allianz Parque. Assim como o Red Bull Brasil, que disputou o Paulistão, era RB Brasil e o time da Ulbra o Canoas. A sempre subserviente CBF mandou cobrir no sábado, no jogo Palmeiras x Galo pelo Brasileiro, a placa que mostrava o nome do estádio palmeirense. O tiro saiu pela culatra e a Allianz faturou em marketing. O episódio me fez lembrar do filme ‘Je Vous Salue, Marie’, de Godard, que passaria despercebido não fosse o berro da Igreja Católica, que desceu o pau dizendo ser ofensivo à fé cristã. Milhões de pessoas enfrentatam filas para conferir uma bomba. A Globo está na dela. Televisões custam o olho da cara e não são feitas para fazer propaganda de graça. Mas neste caso é diferente. A Allianz Seguros pagou R$ 300 milhões pelo naming rights por 20 anos. O mundo do futebol gira em torno de dinheiro. Com dinheiro os clubes podem manter seus bons jogadores e contratar; bons jogadores garantem bom espetáculo e bom expetáculo atrai público, patrocinador e vende pay per view. É assim que a roda gira. A venda do naming rights não decolou por aqui (Inter e Grêmio seguem na fila) e, com episódios assim, talvez nem decole. E assim, com um campeonato nacional cada vez menos atraente, mais pobre e menos valorizado, vemos crescer a cada ano o interesse do torcedor pela Liga dos Campeões da Europa.