Hiltor Mombach

A história do Fico

A história do Fico



Tendo em vista a grande repercussão do anúncio que fiz do pedido de alguns jogadores do Internacional para que eu permanecesse no departamento de futebol até o final da Libertadores do próximo ano, permito-me relatar aos leitores o ocorrido:

Pouco antes da eleição, repórteres perguntaram sobre a minha permanência no departamento de futebol colorado após o pleito, caso o candidato do meu grupo político, Giovanni Luigi, vencesse. Para evitar empenhar minha palavra numa situação que poderia não se verificar, em nenhum momento afiancei que permaneceria no setor, deixando claro que tentaria superar problemas particulares, como a participação em uma nova empresa no ramo de parqueamento de veículos, para poder atender ao convite feito pelo candidato Luigi.

A história foi várias vezes repetida e, simultaneamente, em quatro ou cinco oportunidades, Bolívar, Kleber, Alecsandro, entre outros jogadores, me procuraram para solicitar uma reunião, informal, sem pauta. Foi sugerido até um churrasco na minha casa, prática já adotada em outras ocasiões. Esse encontro foi protelado em função das minhas viagens ao interior do Estado em busca de votos para chapa de Luigi, e, depois de vencida a eleição, inviabilizado pelos preparativos para viagem ao Oriente Médio, em busca de mais um Mundial.

Aqui em Abu Dhabi, Bolívar reiterou mais uma vez a ideia dos atletas, do encontro, que acabou acontecendo ontem. Eu, que já desconfiara, ainda no Brasil, do teor da conversa, tive confirmadas as minhas suspeitas. Os atletas, liderados por Bolívar, pediram minha permanência no departamento de futebol colorado até o final da Libertadores de 2011, argumentando que disputaríamos um tricampeonato, além de que a nova gestão precisaria do apoio de pessoas experientes, principalmente no relacionamento com as entidades dirigentes, em especial CBF e Conmebol.

Resisti, no início. Porém, diante da insistência dos atletas,e levado pela emoção do momento, firmei um pacto de permanência no grupo até o final da Libertadores. Ao sair da reunião, nos encontramos com alguns integrantes da imprensa, para quem acabei revelando o motivo da reunião, que julguei algo normal e tranquilo. Mas, ao contrário, foi bastante noticiada e comentada pela imprensa gaúcha.

Minha decisão atendeu ao pedido dos atletas e também ao convite do presidente eleito, Giovanni Luigi, e do próprio cogitado vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann, razão pela qual, mesmo antes de dar a noticia a ele do conteúdo do encontro, acabei passando a informação para a imprensa. Eis os esclarecimentos para o episódio.

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