A Lei de Murphy é a lei que estabelece que se existe a possibilidade de algo dar errado, então dará errado.
As tais de Mubadala Capital e Serengeti nadam em dinheiro. Os dois fundos têm proposta bilionária para os clubes, eternamente chumbados à crise financeira. Querem em troca o controle da negociação dos seus direitos de TV no Brasileiro.
E se quebrarem? Diante da pergunta a resposta é seca: se quebrarem os clubes já terão recebido uma bolada de luvas.
Excelente, não? Sim, excelente, mas estamos falando de clubes de futebol, onde tudo vira pó. Lembram da ISL? Fez jorrar dinheiro no Grêmio. Amato e Astrada recebiam 200 mil dólares por mês. A folha salarial era estratosférica.
Quem era a ISL? O documentário “Esquemas da Fifa” relata a criação da primeira grande agência de marketing esportivo do mundo por Horst Dassler, filho de Adi Dassler, fundador da Adidas. E fundador da International Sport and Leisure (ISL), parceira da Fifa e responsável pela ascensão de João Havelange à presidência da entidade, em 1974. A ISL tornou a venda de direitos de transmissão e de marketing de eventos esportivos uma mina de ouro. Parte do dinheiro ia para o bolso de Havelange.
Tomada pela corrupção, a ISL quebrou em 2001. Sem dinheiro para pagar salários, o Grêmio foi perdendo jogadores por atraso. Acabou na Segundona e fundou um condomínio de credores.
Quando fechou com o Esporte Interativo (Grupo Turner) o Inter achava estar fazendo um grande negócio ao driblar a Globo. No final das contas, perdeu R$ 100 milhões.
A OAS parecia mais sólida do que uma rocha até ser atropelada pela Lava Jato. Entrou com recuperação judicial e até hoje o Grêmio não consegue comprar a gestão da Arena, além de voltar a ver o estádio penhorado. As obras do entorno seguem esperando.
Cada caso é um caso e não vamos aqui confundir ISL com Arena nem com Turner. Mas em todos estes casos os negócios surgiam sólidos. E todos foram feitos com parceiros bilionários.
