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A malandragem era uma instituição brasileira quando se tratava de futebol. Mas a malandragem caiu em desgraça, é politicamente incorreta neste mundo globalizado e falsamente civilizado. Malandragem não casa com o tal de fair play. Não sei se foi o dirigente brasileiro o inventor da mala preta. Se não inventou, patenteou. A mala preta deu origem à mala branca, genuinamente tupiniquim, criando o bullying das malas. Uma compra para perder, a outra para ganhar. Ambas são malas e mala é mala. Quem aceita mala, de qualquer cor, não joga no meu time. O patético da nossa época é que mataram a mala. E os malas. Ninguém falou em mala para o Figueirense vencer ou empatar contra o São Paulo no sábado. É o fim da picada. Ou o fim da mala. Peguei o tempo em que as malas já estariam garantidas. A branca. E a preta. A opção era pela mala com mais $ub$tância. Malandro mesmo era o personagem de uma lenda urbana gaúcha. A lenda do homem da mala preta. O malandro tomava o dinheiro de sábios dirigentes com a garantia de que era para pagar o goleiro engavetado. Se o time dos sábio dirigente vencesse, o malandro engavetava a grana toda. Caso contrário, devolvia com a desculpa de que o goleiro dera para trás na última hora.