Hiltor Mombach

A LIga é a salvação. Entenda

Pergunto para quem conhece muitíssimo bem as dificuldades de Grêmio e Inter qual são os piores meses do ano em termos financeiros.
A resposta é a mesma: de dezembro até março o caixa está raspado.
No Inter, a inadimplência aumenta 3% em dezembro, refletindo em janeiro. Estima-se que no Grêmio o déficit seja de 30% neste período, entre dinheiro que não entra e verba que sai.
Ouço de um dirigente gremista que “a Liga é irreversível.
Caso não saia agora, sairá em 2017. Mas vai sair.
Não podemos abrir mão de mais de R$ 4 milhões para cada clube na abertura da temporada.”
Há, ainda, a chance de o Grêmio começar 2016 como gestor da Arena.
Neste caso, será o dono das rendas.
Do mesmo dirigente: “Imagina um clássico entre Grêmio e Cruzeiro em fevereiro! É para lotar o estádio”.
Um dirigente colorado aposta suas fichas em que, num futuro breve, os regionais passarão a ser disputados no segundo semestre. E que o campeonato será classificatório para os times do Interior para a Liga.
Ter, finalmente, fluxo de caixa nos três meses mais críticos do ano. Só isto seria suficiente para justificar esta briga pela Liga.
Todos reconhecem que a Liga é incipiente. E todos garantem que será aperfeiçoada.
Os desgastados e deficitários estaduais não podem mais servir de empecilho.
Até os quero-queros de Garibaldina sabem que o Gauchão nestes moldes está falido e ninguém nunca se preocupou em encontrar uma solução.
Pode parecer um paradoxo, mas a a criação da Liga pode fazer nascer um outro tipo de regional.
Período de pagamento de impostos;
Período em que mais de gasta com a logÍstica das categorias de base. Copa São Paulo, Efipan em Alegrete, Copa Santiago juvenil...;
Período de contratações de jogadores;
Cofres zerados completamente após o pagamento de salário, férias e 13º para funcionários e jogadores;
Diminui a receita dos sócios por causa da inadimplência;
Com as férias de verão, o torcedor na praia e jogos sem atrativo algum, os estádios ficam vazios;
É período de carnaval;
Torcedor sem dinheiro após as festas de Natal e Ano-Novo.