Hiltor Mombach

A lucidez de Abel

"Três mil morrerem ou uma morrer, para mim, é igual. ​É uma vida"

Do treinador  do Palmeiras, Abel Ferreira, em entrevista para o jornal portugês A Bola.
"Bastávamos falar “todos somos um”, encararmos a pandemia com este espírito. 
Três mil morrerem ou uma morrer, para mim, é igual.
É uma vida. 
Não tenho neste momento conhecimento suficiente para dizer o que vai ser o futuro.
Não sei dizer se vamos ter que parar um mês, dois meses, não sei.
Acredito que vai ter de parar. 
Os números são assustadores. 
Se tivermos que abdicar do que quer que seja, vamos fazer em prol da saúde".
Quem decide, quem manda, e esta não é a minha função, tem que ter a perfeita noção da responsabilidade que tem em mãos. 
E mais: a responsabilidade não é sua, nem minha, é nossa. É o adversário que mais me preocupa nesse momento. 
Nós temos que encontrar uma solução conjunta e rapidamente tentar estancar a tragédia que estamos a assistir. 
Temos que fazer isso também para manter a imagem do Brasil cá fora. O país precisa tomar medidas sérias para travar esta pandemia, o que obviamente vai ter reflexo no futebol".