A MELHORA DO YPIRANGA
O texto abaixo é do companheiro José Ody, correspondente do Correio do Povo em Erechim, a quem agradeço.
"O Inter, que é um horror como descreveste ontem com precisão e
simplicidade, ainda assim, ele está, tecnicamente, ‘muitos oceanos’ -
como gostas de usar – acima do Ypiranga. Mas o Ypiranga não é, e nem
lembra em nada, o Ypiranga que fez sua estreia no campeonato tomando 4
do Inter no Beira Rio e constituindo-se assim no primeiro obstáculo ‘me
engana que eu gosto’ para este Inter/2010.
Mas – vamos ao que interessa: a recuperação do Ypiranga tem uma
explicação absoluta e rigorosamente verdadeira, quase palpável: Antes de
Agenor Piccinin - e depois de Agenor Piccinin. Ele botou ordem na casa
fora de campo (que estava uma bagunça e com reflexos visíveis dentro do
campo), uniu o grupo, deu-lhe alegria e confiança, promoveu mudanças de
jogadores como Marcelo Rosa e Pansera, este, que andava até fora dos
planos e virou capitão; e, por fim, deu um padrão de jogo à equipe –
dentro das limitações que o grupo possui.
Não – o Ypiranga não deve passar pelo Inter. Mas, para quem estava com a
passagem comprada para a Série ‘B’, em 40 dias mudar da água para o
vinho e chegar aonde chegou, atesta que é possível melhorar,
especialmente quando tudo está muito mal. No caso do Ypiranga a mudança
tem uma razão, uma explicação e um nome: Agenor Piccinin. (O Inter podia
se inspirar no exemplo – ou ainda há no Beira Rio quem acredite que é
início de um trabalho, o técnico tem que se ambientar ao país, o
trabalho está sendo bem feito...). Aqui também se dizia isto do
ex-técnico; mas contra a observação serena, 99% unânime e a sucessão
evidente de fatos ruins (maus resultados e futebol sofrível), não há
quem resista. Quando a passagem para o inferno está comprada, só um
jeito de não ir para o inferno: é se desfazer da passagem e embarcar em
qualquer outro ônibus. No caso do Ypiranga – a opção significou mudar o
inferno da Série ‘B’ - quase pelo céu das finais. Abraço,
Ody!
PS – desculpe a divagação. Em síntese: no caso do Ypiranga a coisa é
elementar: técnico Agenor Piccinin, que não é deus - mas quase vira de
tão ruim que estava a coisa antes. Não. As coisas não mudam por obra do
acaso, por destino, por intervenção divina ou por decurso ruim de prazo.
Foguetório e carreata na classificação."
