Hiltor Mombach

A morte de Cláudio Cabral

Está em http://www.papodebola.com.br/papodemidia/profissionais/claudiocabral.htm

Cláudio José Quintana Cabral (Porto Alegre, RS, 30 de setembro de 1940 - Porto Alegre, RS, 14 de abril de 2012) foi um comentarista esportivo, dos mais renomados da crônica gaúcha.

Filho do célebre Cid Pinheiro Cabral, que marcou época por três décadas como colunista do Correio do Povo, Cláudio começou no jornalismo como repórter da Rádio Guaíba, em 1962, como setorista do São José. Por ficar à sombra do pai para as pessoas, saiu da Guaíba e os dois passaram a representar a Agência France Press em Porto Alegre. Depois, Cláudio foi um dirigente de sucesso no Internacional na década de 70, compondo o famoso movimento dos Mandarins, que mudou a cara do clube.

Cid faleceu em 1983 e Cláudio voltou ao jornalismo dois anos depois, participando da ousada iniciativa da Rádio Sucesso ao lado de outros profissionais oriundos da Gaúcha e da Guaíba - iniciativa ousada, mas que durou apenas um ano. Em seguida, passou pela Rádio Difusora (antigo nome da Bandeirantes) e, em 1986, chegou à Rádio Gaúcha. Nela, teve um comentário diário e participou do "Sala de Redação".

Em 1995, Cláudio ingressou na nova equipe de esportes da Rádio Bandeirantes, tornando-se uma das principais peças de programas como "Apito Final" e "Atualidades Esportivas", além das transmissões de jogos do Inter, do Grêmio, da Seleção Brasileira e de todos os times. Pela RB, esteve in loco nas Copas do Mundo de 1998, na França, e de 2006, na Alemanha. Ainda popularizou teses diversas e frases como "falei e assino embaixo" (ao encerrar seu comentário), "não vai me passar esse cachorro", "imortal tricolor" (referente ao Grêmio), "entrevero pampeano" (o Campeonato Gaúcho) e "oremos", entre tantas mais.

Cabral morreu após sofrer uma parada cardíaca. Mesmo levado ao Instituto de Cardiologia, não resistiu. No dia anterior ao seu falecimento, trabalhou normalmente. Na data que veio a ser a de sua morte, estava escalado para comentar Internacional x Cerâmica, pelas quartas-de-final do segundo turno do Gauchão.