A morte de Gabiru que não morreu me faz lembrar da morte de César que não havia morrido.
Em 28 de julho de 1983, diante do campeão mundial Peñarol, César Martins de Oliveira se transformou em mais um ídolo do Grêmio.
A 28 de julho de 1983, no ano em que comemorava seus 80 anos, o Grêmio entrou em campo com a missão de dar um grande presente para seus torcedores: o título de Campeão da Libertadores da América.
Com a grande determinação do time e o apoio implacável da torcida que superlotou o Olímpico, o Grêmio venceu a partida por 2 a 1, com gols de Caio e César.
Passado um tempo, morreu um César no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Tinha 39 anos e era muito parecido com o ex-centroavante do Grêmio, também com 39 anos naquela época.
Muitos anunciaram: “César morreu”.
Não era o jogador.
Numa quarta-feira, enquanto o Grêmio jogava contra o Grêmio de Santana do Livramento, no Olímpico, aplicando 7 a 0, a torcida chorava a morte do ídolo.
Ele estava vivo no Rio de Janeiro.
Eu era editor do Correio do Povo.
Por volta das 23h resolvi checar a informação da morte de César.
Falei com o próprio.
Obviamente, o jornal não deu nada.
A Zero Hora deu a morte de César.
Desmentiu no outro dia.
Coisas do jornalismo.
