Hiltor Mombach

A morte e a morte de César

Faleceu o centroavante César, autor do gol do título da Copa Libertadores de 1983 contra o Peñarol

Faleceu o centroavante César, autor do gol do título da Copa Libertadores de 1983 contra o Peñarol, no Estádio Olímpico.
Ele foi diagnosticado com câncer de próstata no ano passado.
O ex-atleta estava internado no Rio de Janeiro.
Tinha 68 anos.
Lembro do gol de César.
Era a noite de 28 de julho.
O Olímpico estava lotado, com 80 mil torcedores.
O Grêmio havia empatado com o Peñarol lá em 1 x 1.
Eram apenas 9 minutos quando Caio fez 1 a 0.
O drama veio aos 25 minutos finais com o empate de Morena.
Aos 29 minutos Mararopi cometeu um milagre.
Aos 32 minutos Renato faz uma embaixadinha e mandou a bola para a área.
César apareceu por trás da zaga e estufou as redes de Fernández,
Não havia a iluminação de hoje.
De onde eu estava só vi Renato alçar a bola.
Não vi a bola.
Soube do gol pela explosão da torcida.
O Grêmio eterno: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio (César) e Tarciso. Técnico: Valdir Espinosa.

DIRETORIA E COMISSÃO TÉCNICA

Presidente: Fábio André Koff
Vice de futebol: Alberto Galia
Diretores: Túlio Macedo e Rudy Armin Petry
Supervisor: Antônio Carlos Verardi
Preparador físico: Ithon Fritzen
Médico: Dirceu Colla
Vice-Presidente - Adalberto Preis
Vice-Presidente - Mário Leitão
Vice-Presidente - Mauro Rosito
Vice-Presidente - Ziuton Bohmgahrem
A PRIMEIRA MORTE DE CÉSAR
Era 6 de abril de 1995.
Estou na redação do jornal e chega a informação: morreu César
César, o ex-centroavante do Grêmio, um dos heróis da conquista da primeira Libertadores.
Foi dele o segundo gol, depois de cruzamento de Renato, morrera em um hospital da cidade.
No jogo da noite, no Olímpico, a torcida gritou “César, César”.
Teve um minuto de silêncio.
Por volta das 23h tive um cutuque daqueles.
Pedi que um repórter telefonasse para a casa de César.
Quem atendeu disse que César, o ídolo do Grêmio, estava vivo.
Havia falecido um outro César.
Meu querido amigo Nico Noronha, parceiro de viagens (1959 – 2018) fez matéria sobre o falecimento que ganhou uma página na ZH.
No dia seguinte o jornal saiu com a seguinte manchete na última página: "César vive".
Fez uma correção bem-humorada.