Hiltor Mombach

A "Olimpíada das vaias", de Temer ao futebol masculino

Para importante agência internacional de notícias a “Olimpíadas das vaias” deve-se ao público, que viria principalmente de uma classe média alta e rica, “acostumada a ser mimada”.
Quem vaiou Michel Temer na abertura não o reconhece como presidente do país.
Ele não foi eleito pelo voto popular.
Isto nada tem a ver em ser desta ou daquela classe.

Quem vaiou a seleção masculina de futebol olímpica nos empates contra a África do Sul o o Iraque não viu motivos para aplaudir e ainda não digeriu a goleada de 7 a 1 contra a Alemanha na Copa.
Isto também não tem nada a ver com a classe social.

Estes também não reconhecem o denunciado por corrupção, Marco Polo del Nero, como presidente da CBF.
Há ainda a crise financeira, o desemprego, a putrefação da política, o escândalo da Petrobras, a sem-vergonhice de algumas grandes construtoras, a Operação Zelotes, os salários parcelados...
Está tudo engasgado.
O Brasil está desabafando.

A imprensa internacional acusa os vaiadores de serem desrespeitosos.
Um ditado diz que “se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come”.
Vaiando, somos desrespeitosos; não vaiássemos e talvez a pecha seria de um povo acomodado, alienado.